Tratamentos

Tratamentos

Cada pessoa tem sua própria história. Seus traumas e potenciais gatilhos. A influência do meio, para o bem e para o mal, é maior do que imaginamos, com reflexos diretos na saúde física e mental.

Uma mistura poderosa, cujos danos demandam tratamento médico, psicológico e psiquiátrico. Uma soma de forças, cujo resultado é o aconselhamento em dependência química: um trabalho feito por profissionais altamente experientes. Especialistas que acolhem sem julgar nem impor, trazendo o paciente de volta à realidade.

O processo, que une as forças dos conhecimentos profissionais e empíricos, é poderosíssimo. Mais forte que a dependência, quando aliado à própria força de vontade do paciente e ao amparo familiar.

Completo, se baseia em três pilares: aconselhamento em dependência química, 12 passos e TRE – Terapia Racional e Emotiva.


O Tripé

Aconselhamento

Aconselhamento em dependência química

Um conceito inovador, que trata a dependência de álcool e drogas como uma doença biopsicossocial, frente à antiga visão moralista da sociedade, que via o abuso de álcool e drogas como uma falha de caráter.

Décadas se passaram, debates e pesquisas evoluíram e o velho dilema moral foi desconstruído. Um marco nesse processo foi a publicação de O conceito de doença do alcoolismo. Na obra, médicos e psicólogos conceituaram o alcoolismo como uma doença que leva à perda do controle, cunhando a expressão Síndrome de Dependência do Álcool (SDA).

Mais tarde, a dependência química também foi enquadrada na categoria de síndrome. Ampla, a classificação inclui todas as substâncias psicoativas em uma mesma categoria. Essas mudanças fazem parte de um aprimoramento do tratamento de saúde, valorizando os aspectos mais diversos dos pacientes, muito além dos puramente biológicos. Da medicina à sociologia, passando pela psicologia, as mais variadas áreas trouxeram novas perspectivas sobre dependência química.

Um conjunto de pequenas sutilezas que, somadas, fazem uma grande diferença. Afinal, reabilitação é um processo muito complexo, em que tudo deve ser levado em conta.

Terapia Racional e Emotiva

A TRE (Terapia Racional e Emotiva) é um modelo que trata dos comportamentos e sentimentos que levam ao uso de drogas. Através da terapia, racional e emotiva, o residente terá ferramentas para lidar com tais sentimentos e comportamentos que induzem a recaídas. Infelizmente, quando paramos de usar substâncias químicas, não resolvemos o problema. O dependente químico, então, admite mais que o uso de drogas: admite o descontrole sobre a vida e as emoções.

12 Passos

ADMISSÃO E RENDIÇÃO

Neste passo inicial do programa de 12 passos, é preciso que o dependente admita claramente que perdeu totalmente o controle sobre todas as áreas de sua vida: social, física, mental, espiritual, e principalmente o controle sobre o uso de drogas.

ACREDITAR EM UM PODER MAIOR

Acreditar em um Poder Superior da forma que cada um compreende, mostra que esse é um programa aberto a todas as religiões, é um programa ecumênico, onde todas as ideologias, todo tipo de fé é aceita e respeitada, é um programa baseado na espiritualidade, e não em uma religião especifica.

ENTREGAR NOSSAS VONTADES E VIDAS

Quando usávamos drogas nossas vidas estavam entregues a um poder oposto ao poder superior, éramos escravos do poder destrutivo.

DESCOBRINDO FALHAS E QUALIDADES

A prática do quarto passo leva o residente a um esforço profundo para descobrir suas falhas: sejam elas de caráter ou comportamental, ou até mesmo os problemas vivenciados ao longo dos anos, que desencadearam dentro dele os impulsos excessivos e desenfreados.

ADMISSÃO PERANTE DEUS, SI PRÓPIO E O OUTRO

Segundo o programa dos 12 passos, esse é o passo para desinflar o ego, ou seja, para quebrar o orgulho, retirar todas as máscaras. Ele é difícil, porém necessário para que o dependente químico encontre a sobriedade e a paz de espírito.

PERMITIR QUE DEUS REMOVA NOSSOS DEFEITOS DE CARÁTER

O passo seis faz-se extremamente necessário no decorrer dessa trajetória, para que haja um crescimento espiritual, ele é o ponto de partida no qual odependente químico deixa para trás o esforço para alcançar seus objetivos limitados para se encaminhar em direção à vontade de Deus para sua vida.

COM HUMILDADE, PEDIMOS A ELE QUE NOS RENOVE

Seguindo os 12 passos, o passo sete é pautado pela humildade, pois sem ela nenhum dependente químico poderia manter-se em recuperação. Sem a humildade, para poder reconhecer, aceitar, se entregar, pedir ajuda a um poder superior para remover seus defeitos de caráter, a felicidade se tornaria difícil de alcançar.

LISTA DE REPARAÇÕES

Preparar uma lista, com todas as pessoas as quais prejudicou, faz com que o dependente químico enxergue a natureza de suas atitudes em relação aos outros.

FAZER REPARAÇÕES DIRETAS ÀS PESSOAS QUE PREJUDICOU

No passo anterior o programa sugere ao dependente químico fazer uma lista minuciosa das pessoas as quais ele prejudicou no decorrer de sua dependência química ativa, e esta lista servirá agora para futuras reparações.

DEVEMOS NOS INVENTAR A CADA DIA

Este passo fala de que todo dependente químico deve fazer diariamente uma autoanálise da sua personalidade e das emoções, ou seja, essa auto investigação, deverá torna-se um hábito regular na vida do residente.

ATRAVÉS DA PRECE E MEDITAÇÕES, PROCURAMOS MELHORAR NOSSO CONTATO COM O PODER SUPERIOR

Os principais meios de contato consciente com Deus são através da oração e da meditação. A relação entre a meditação e a oração. Torna-se uma base indestrutível para toda vida do dependente químico.

TRANSMITIR MENSAGEM DOS PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS E PRATICÁ-LOS EM TODAS AS ÁREAS DA VIDA

O prazer de viver sem entorpecer sua mente, nem destruir suas relações sociais, afetivas, através do uso abusivo de substâncias, define o último dos 12 passos. Então levar essa mensagem a outros adictos que estão sofrendo tem que ser o pensamento do dependente químico.



O que é?

Realizada sem consentimento do usuário, essa internação é feita em casos de risco de vida, inclusive de terceiros, em decorrência do abuso de drogas. São casos em que o paciente não se dá conta dos males da dependência.

Respaldado pela lei 10.216/01, o pedido de internação deve ser feito por um parente de primeiro grau do dependente. É necessário, contudo, o encaminhamento do pedido ao Ministério Público, para aprovação. Esse procedimento também requer autorização médica, com CRM do estado, e laudo do familiar.

As razões do tratamento involuntário

Em casos graves, o tratamento involuntário pode ser a única salvação. Quando em síndrome de abstinência, o dependente tem seu poder de escolha comprometido, desenvolvendo transtornos diversos que afetam o senso crítico. A decisão entre resistir e sucumbir ao vício, portanto, não pode ser tomada pelo dependente: até mesmo seu caráter sofre desvios.

Assim, sua única preocupação gira em torno de consumir mais drogas. Essa condição faz do indivíduo um risco para si, sua família e a sociedade: ele pode cometer delitos só para se drogar mais.

Como convencer a família?

É natural que familiares não gostem de forçar a internação. Mas abrir mão dela pode acarretar comorbidades graves ou até a morte do próprio usuário. O avanço do consumo compromete o senso cada vez mais, de maneira que o dependente chega a deixar de distinguir entre certo e errado. Essa debilidade é revertido à medida que o tratamento progride. Assim, o próprio interno identifica sinais de recuperação, melhorando seu estado de espírito.

Como funciona?

O paciente é incentivado a compreender sua real necessidade de tratamento, bem como as alternativas para mudar seu comportamento, até que consiga se ressocializar.

O tratamento involuntário é um trabalho em grupo, repleto de espiritualidade e disciplina. Um processo que recupera a moral e autoestima do dependente, restabelecendo seus laços familiares. Por isso, o tratamento involuntário inclui as famílias em seu planejamento. Abaladas, elas também precisam de orientação e ajuda para se recompor.

Como um paciente recebe alta?

A alta é uma decisão que cabe à equipe clínica, juntamente com os responsáveis legais pelo paciente. A alta médica ainda deve ser informada ao Ministério Público, sinalizando que paciente não oferece risco à sociedade, tampouco à própria família.

Leia também: Motivação do dependente químico

Uma doença crônica

Muitas pessoas ainda fecham os olhos para isso. Mas a dependência química é, de fato, uma doença crônica. Dependência é a maneira de agir que o indivíduo adota quando passa a consumir drogas com frequência, a ponto de perder o controle.

A dependência pode ser, também, um transtorno primário: é quando independe de gatilhos, sendo interpretada como propensão biológica. Outra interpretação ainda diz respeito a uma espécie de “automedicação”: uma “anestesia” para os traumas da infância.

Dependência química e o cérebro

O prazer é determinado pelo sistema de reforço cerebral. E, verdade seja dita, as drogas causam prazer. Elas liberam dopaminas, substâncias que interferem no sistema cerebral. São reações parecidas, de certa forma, com o prazer do sexo ou até mesmo a saciedade da fome. Contudo o prazer da droga é efêmero, passa rápido, é um prazer químico e pouco duradouro.

O indivíduo, então, passa a acreditar que só terá prazer de novo se voltar a consumir droga. As drogas, então, vão causando mais e mais disfunções cerebrais, de maneira diretamente proporcional à intensidade do consumo, alterando o comportamento do indivíduo.

Clínica terapêutica: um processo extremamente importante

A clínica terapêutica acelera a recuperação da doença. De suma importância, o processo permite um profundo conhecimento do paciente: suas necessidades e até, por assim dizer, causas que levaram ao consumo de drogas.

É elaborado, então, um plano de reabilitação, aumentando exponencialmente as chances de sucesso.

O tratamento envolve diversos ciclos e métodos: dos grupos de ajuda ao atendimento individual. Medidas que desenvolvem maturidade, com crescimento pessoal. Uma séria e constante busca pelo equilíbrio, algo essencial para se lidar com dependência química.

Leia também: Motivação do dependente químico

Efeitos do uso de maconha no sistema cognitivo

É consenso na medicina: a maconha afeta tanto o físico quanto o psíquico do usuário, apesar de ter muitos simpatizantes. O sistema cognitivo é afetado em seu conjunto, da percepção visual à tátil, passando pela auditiva.

A droga ainda compromete as chamadas funções executivas, como a capacidade de estabelecer objetivos ou resolver problemas. Isso além da memória, bem como orientação, atenção e percepção.

São várias as pesquisas que indicam outros sintomas do uso de maconha. Entre eles, o aumento dos batimentos cardíacos e do fluxo de sangue. Por outro lado, os reflexos diminuem. Alucinações também podem ocorrer.

Problemas de saúde e doenças relacionadas:

Dependência – o risco de overdose é quase nulo, mas a dependência não é difícil de ser identificada. Sintomas como apatia, fadiga, pressão baixa e ansiedade são alguns dos componentes do quadro de dependência.

A maconha possui entre 50 e 70% mais substâncias cancerígenas que o tabaco propriamente dito. Além do câncer, pode acarretar diversos outros problemas de saúde.

Danos cognitivos: memória, coordenação motora e desempenho operacional (como o manejo de máquinas) são algumas das funções que podem ser prejudicadas por até 24h depois de fumar. Caso o uso seja prolongado, o dano pode ser permanente.

Problemas respiratórios: as vias aéreas podem sofrer lesões, inflamando os pulmões e comprometendo a defesa imunológica. Sintomas de bronquite crônica são recorrentes, bem como a incidência de bronquite aguda.

Transtornos psíquicos: o uso frequente está diretamente ligado ao aumento de risco de surto psicótico e esquizofrenia. Isso além de depressão, apatia, pânico, delírio e paranoia, entre outros. O risco passa a ser duas vezes maior.

Disfunção sexual: a fertilidade diminui, uma vez que os hormônios sexuais são desregulados.

Danos cerebrais: aumento do risco de AVC e Alzheimer.

Tratamento

A desintoxicação é apenas parte do começo. O tratamento ainda envolve abordagens psicoterápicas e farmacológicas, tudo integrado com os sintomas e/ou danos relacionados.

Avaliação clínica

A primeira fase do tratamento almeja a empatia do paciente, assim como a coleta de informações e a realização de um diagnóstico. Tudo isso deve ser levado em conta para planejar o tratamento.

São levados em conta também fatores como a história pessoal e familiar do paciente e histórico de uso de substâncias, entre outros.

Terapias psicológicas

Por mais que seja considerada uma droga leve, a maconha não deixa de ser ilícita, além de causar dependência e efeitos negativos, do financeiro ao emocional e até mesmo fisiológico.

Tipos de tratamento

Informação: conhecimento da droga e suas consequências, de modo didático.

Motivação: estímulo para abraçar o tratamento e mudar de comportamento.

Prevenção: é feita para identificar, lidar e resistir às situações de risco de recaída.

Tratamento de habilidades e enfrentamento: ajuda a pessoa a se manter sóbria e a se reinserir na sociedade, num dia a dia produtivo. Se fazem necessárias algumas intervenções, ainda que breves: o cuidado pós-tratamento também é altamente necessário e deve ser feito por especialistas.

Doenças relacionadas

O uso da cannabis pode gerar quadros psiquiátricos crônicos, que se agravam conforme o uso se intensifica. Estima-se que 8% dos casos de esquizofrenia poderiam ser prevenidos, caso a maconha parasse de ser consumida.

A esquizofrenia desencadeada pelo uso de maconha é chamada de psicose funcional. Clinicamente, não há lesão cerebral, ao contrário da esquizofrenia propriamente dita (orgânica). Contudo, o usuário de fato desenvolve propensão à esquizofrenia, além de doenças relacionadas: hiperatividade, transtorno de conduta, déficit de atenção e ataques de ansiedade.

Indivíduos que sofrem com a depressão são mais suscetíveis ao uso de maconha. Assim, ficam ainda mais suscetíveis à depressão. A maconha também está muito associada à recaída em drogas pesadas. Mais uma vez, é a porta de entrada.

Leia também: Motivação do dependente químico

Alcoolismo: como tratar esta doença crônica

A bem da verdade, é preciso dizer que o alcoolismo é uma doença crônica e com terminações fatais, caso não for tratada. Seus sintomas se agravam à medida que o consumo de álcool cresce. A doença decorre de uma série de fatores, mas destacamos, a princípio, a compulsão pelo álcool e a perda de controle sobre a vida.

Isso ocorre porque o indivíduo desenvolve tolerância ao álcool, consumindo sem controle.

O alcoolismo, é uma doença incurável, e o tratamento faz com que o dependente passe a lidar com sua própria condição, para aprender a lhe dar com sua condição. Em Recuperação, a pessoa passa a evitar a bebida.

Dependência alcoólica: um risco familiar

Algumas pesquisas indicam que a genética pode favorecer a dependência alcoólica. Portanto, certas pessoas teriam predisposição à doença. Contudo fatores psicológicos, sociais também influenciam no curso da doença da dependência alcoólica.

Como proceder

Existem casos e casos de alcoolismo, cada um demandando tratamento específico. Cada paciente tem suas próprias necessidades. Elas são diagnosticadas levando em conta a gravidade da dependência, bem como os problemas clínicos do paciente. Dinâmico, o tratamento adaptado eleva as chances de recuperação.

É altamente recomendado, no caso de dependência de álcool, o processo de desintoxicação. O procedimento é voltado para a Síndrome de Abstinência Alcoólica, que ocorre quando a pessoa para de beber. A SAA pode ter grau leve, moderado ou grave. No primeiro e no segundo caso, é tratada com vitaminas, medicações, controle de alimentação e hidratação. Porém, em caso grave, é preciso internação hospitalar com monitoramento constante.

No Grupo Recanto, o paciente pode contar com toda a estrutura necessária para sua tranquilidade e decorrente reabilitação. Nossa equipe especializada está sempre pronta para atender os pacientes, seja qual for o grau de alcoolismo.

Por último, a abstinência, essa sim, só tem um grau: ela tem que ser completa e pronto. Assim, o indivíduo pode retomar sua vida e o convívio social.

Leia também: Motivação do dependente químico

Planos de saúde

Tratamento para dependentes químicos usando seu plano de saúde.

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