Você conhece os Enganos da Recaída?

Data de publicação: 30/11/2018 Você conhece os Enganos da Recaída?

Muitas vezes passamos por situações e tentamos nos auto sabotar jurando que aquela atitude não configura em uma recaída e que está tudo certo fazê-la no momento. Fique esperto e não se engane, a recaída pode estar onde menos você espera!

 

Fique por dentro de alguns grandes enganos da Recaída

Os enganos sobre as recaídas são equívocos que, repetidos, tornam-se verdades para o indivíduo. Enganos que levam a ações mal orientadas, gerando sofrimento, problemas e, enfim, o uso adictivo. Conheça alguns grandes enganos da Recaída:

 

  • Se você parar o uso adictivo por algum tempo e depois recomeçar a usar, recaiu.

Negativo. Só há recaída quando o indivíduo está abstinente e em tratamento, ou seja, ele já aceitou a doença e passou a tratá-la. Portanto, o fato de deixar de usar por um tempo e voltar a usar, sem iniciar tratamento, não caracteriza a recaída.

 

  • A recaída chega de repente e sem aviso.

A recaída não chega de repente. Ela começa já com o sentimento nutrido quando se está em abstinência. Alguns sintomas são possíveis de serem detectados nesta fase, como reação exagerada ao estresse, entorpecimento emocional, reações emocionais exageradas, confusão mental etc. Estes sintomas, porém, podem ser controlados antes que se dê a recaída.

 

  • As pessoas têm uma percepção consciente dos sinais de aviso da recaída.

Pessoas que estão prestes a recair não têm a noção correta do perigo que correm. Só percebem a realidade dos fatos quando a situação passa. Tudo isso se dá em virtude da falta de informação, do estado de negação natural do dependente e pelo enfraquecimento cerebral por conta do vício.

 

  • Uma vez que as pessoas estejam conscientes dos sinais de alerta da recaída, podem tomar a decisão de agir de forma que eles desapareçam.

Não basta saber os sintomas; é necessário saber como lidar com eles. Os sintomas, inclusive, crescem gradualmente até se tornarem incontroláveis. Muitas vezes é preciso uma ajuda externa.

 

  • A recaída pode ser evitada pela força de vontade e autodisciplina.

A recaída é fruto de sentimentos e pensamentos que surgem e são incontroláveis pelo indivíduo sem conhecimento para tanto. De nada adianta a força de vontade ou a autodisciplina se o indivíduo não sabe como canalizar os sintomas da recaída.

 

  • As pessoas que recaem não estão motivadas para a recuperação.

Por ser um recurso intrínseco do ser humano, a fuga surge ainda que haja motivação. Os sintomas da recaída são fortes e devem ser combatidos com ajuda, não bastando motivação. Como se disse, o cérebro do dependente foi afetado. Muitas vezes o indivíduo se encontra em momentos de confusão mental.

 

Sobre o autor

Sou filho atencioso, esposo apaixonado, pai dedicado de dois filhos, graduado em marketing e pós graduando em gestão empresarial e em dependência química além de ser um psicanalista em formação e gestor do Grupo Recanto. Mas só por hoje...

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