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Delírio: Sintomas, causas e tratamento

O delírio é um estado mental que atinge a capacidade do indivíduo de diferenciar o que é a realidade ou não. São pensamentos que não condizem com o que é real. No delírio de perseguição, por exemplo, a pessoa acredita que tem super-poderes, ou que está sendo traída sem nenhuma evidência real desse acontecimento.

Certamente, o transtorno provoca uma visão distorcida que pode se manifestar como confusão ou redução da consciência. Inquestionavelmente, as causas exatas ainda são estudadas, mas sabe-se que fatores biológicos afetam diretamente a psique. Inclusive, vivenciar traumas profundos ou estados de sofrimento intenso pode atuar como um gatilho para as crises. Dessa forma, o tratamento especializado é essencial para estabilizar a mente e ajudar o paciente a retomar o contato seguro com a realidade.

 É um sintoma que pode ocorrer em transtornos psicóticos como esquizofrenia, transtorno delirante persistente, em episódios maníacos do transtorno bipolar ou na depressão psicótica, estes são classificados como delírios persecutórios, de grandeza, ciúme patológico, somatoformes ou amorosos, por exemplo.

Ele pode atingir não só pessoas com transtornos psicóticos, mas, também, com dependência química, pois, a droga altera o estado psíquico, como é o caso da esquizofrenia  que dentre os seus sintomas temos o delírio, o que pode ocasionar riscos à saúde mental e a integridade física do paciente.

O que é um delírio?

Primordialmente, o delírio caracteriza-se por uma crença inabalável em ideias irreais, mesmo perante provas concretas em contrário. Sobretudo, ao contrário de outros transtornos, aqui não existem alucinações visuais ou fala desconexa, o que dificulta a identificação. Efetivamente, o paciente pode estar convencido de que possui poderes, sofre perseguições ou está a ser traído. Logo, este estado exige um olhar clínico atento, pois a convicção do indivíduo é tão profunda que ele não percebe a sua perceção distorcida da verdade.

O delírio tanto pode surgir de forma isolada, quanto de forma conjunta com outros sintomas. E este pode ser um sintoma de pessoas que sofrem de transtornos psicóticos, além de abuso de álcool e drogas, após uma lesão cerebral ou até mesmo na presença de outros transtornos mentais, por conta disso necessita de tratamento.

Quais são os sintomas de delírio

Quais são os sintomas de delírio?

Inicialmente, o quadro pode ser hipoativo, marcado por apatia e sono excessivo, ou hiperativo, gerando agitação e alucinações. Ademais, existe o tipo misto, no qual o paciente oscila entre esses dois extremos de comportamento. Concomitantemente, surgem sintomas como desorientação espacial, falhas de memória e pensamentos desorganizados que alteram a personalidade. Por conseguinte, essas mudanças drásticas no sono e no humor exigem intervenção imediata para proteger a integridade psíquica de quem sofre.

Quais tipos de delírio?

O delírio se divide em três tipos, delirium tremens, delirium e alucinações, eles indicam o nível do transtorno que se passa naquele indivíduo, gerando a possibilidade de ser um tratamento mais direcionado.

Delirium tremens

O Delirium Tremens é o nome utilizado para alteração no estado mental que apresenta vários tipos de sintomas, podendo apresentar sonolência, apatia, desorientação, alucinações, irritabilidade e raiva. Ele pode surgir subitamente mas também pode ser controlado, se caracterizando como uma situação temporária que permite que o paciente retome ao seu estado normal após alguns ajustes.

Dentre suas causas temos como a principal a crise de abstinência de álcool. Assim, os sintomas podem surgir no paciente após ele diminuir ou parar por completo de consumir álcool, onde se causa uma resposta do corpo querendo consumir aquela droga novamente, podendo gerar a desorientação e também o transtorno. 

O delirium tremens afeta em sua maioria os usuários relativamente dependentes de álcool e pode ser um indicador de que é preciso moderar o consumo da substância pois causa um grande risco para a vida do paciente e para aqueles que vivem ao seu redor. 

Este transtorno também pode afetar com recorrência pacientes com doenças como Mal de Parkinson ou demência.

Entre os sintomas de delirium tremens, podemos destacar os tremores nas mãos, nas pernas e na voz, uma resposta corporal como febre, alteração psíquica como confusão mental, mudanças de comportamento e agitação, raiva, apatia, além de afetar sua área neurobiológica causando falta de atenção, desorientação e sonolência.

Delirium

Saiba quais são os tipos de delírio

Delirium é uma nomenclatura usada para quando pessoas idosas têm o fenômeno do delírio, geralmente ligadas a confusão mental, ele pode estar ligado tanto a doenças, degenerativas neurológicas, como muitas vezes por conta de medicamentos que o deixou nesse estado, assim como causas biológicas.

Primordialmente, essa síndrome geriátrica altera drasticamente a consciência e a atenção, apresentando-se de forma aguda e oscilante ao longo do dia. Sobretudo, embora possa atingir qualquer idade, sua incidência é maior em idosos internados, servindo como um indicador de desordens graves ou infecções. Efetivamente, em casos de doenças terminais, o quadro pode surgir como uma transição natural para a fase final da vida. Logo, o diagnóstico ágil é vital para reverter o processo ou oferecer o conforto necessário, prevenindo complicações fatais.

Recorrentemente ocorre em idosos e por conta disso, entende-se que é  de extrema importância que durante a avaliação do idoso em que possua um certo comprometimento cognitivo, o delirium seja avaliado de modo correto, para então ser tratado, pois este transtorno traz grande sofrimento psíquico. 

Uma das recomendações de especialistas focados em delirium é que toda a equipe de profissionais da saúde inseridos no cuidado desses pacientes, em especial, a equipe de enfermagem estejam aptos na prevenção, identificação e prestação dos melhores cuidados. Porém, um dos grandes desafios e as maiores dificuldades entre os profissionais é a identificação precoce desta condição.

Alucinações

Uma alucinação ocorre quando a percepção do indivíduo identifica alguma coisa que não existe como sendo parte da realidade, como se fosse uma demonstração da sua mente no campo da realidade.

Em sua maioria as pessoas que sofrem dessa alteração da sensopercepção apresentam vivências muito reais, mesmo que o elemento daquela alucinação como, objeto ou pessoa não existam realmente. 

É importante destacar que o fenômeno da alucinação é um evento que surge internamente. Assim, entende-se que a partir das distorções apresentadas pela própria mente, as alucinações normalmente se tornam muito nítidas, até mais do que o real. Por essa razão, quem sofre com o problema tem a certeza do que está vivenciando naquele momento.

Apesar da semelhança com o real, as alucinações não necessariamente seguem as ordens da lógica, ou seja, fatos totalmente impossíveis ou que são fora  da realidade não são raros de acontecer. Assim, é perfeitamente plausível que pessoas com alucinação tenham visões como animais falantes, monstros, ouvir vozes ou qualquer coisa que dependa dos seus sentidos estimuladores (visão, audição, olfato, tato, paladar) para ocorrer.

O que pode causar delírio?

Delírio ou alucinação: quais as diferenças?

O delírio surge de forma isolada ou pode ser um sintoma de pessoas portadoras de psicose, ele pode surgir também decorrente de abuso de álcool e drogas, após uma lesão cerebral ou na presença de outros transtornos mentais, por isso necessita de tratamento com o psiquiatra. Com isso, o transtorno também pode ocorrer quando os sinais enviados e recebidos pelo cérebro acabam ficando comprometidos, debilitados ou confusos.

Apesar desse comprometimento não ter uma causa exata, o que se diz mais provável é que sua causa esteja relacionada  por uma combinação de fatores que tornam o cérebro vulnerável, implicando no mau funcionamento da atividade cerebral.

A falta de sono, assim como o uso de certos medicamentos, o consumo abusivo de drogas, infecções e  até mesmo febre alta podem estar relacionados ao aparecimento da doença.

Como foi visto anteriormente, o delírio pode ter várias causas principalmente ligadas ao organismo do paciente e sua condição. Dentre as várias condições de saúde que acometem o ser humano e que também está ligada a ele estão:

  • Infecções urinárias;
  • Pneumonia;
  • Infecções abdominais e de pele;
  • Demência;
  • Desnutrição;
  • Esquizofrenia;
  • Doenças graves ou em fase terminal;
  • Período de abstinência das drogas.

Assim como existem condições biológicas que acometem o organismo, é muito recorrente que substâncias químicas também ocasionam o transtorno. E entre essas medicações que podem ocasionar o transtorno estão listadas:

  • Analgésicos;
  • Remédios para dormir;
  • Antialérgicos;
  • Medicações para alterações de humor, como as usadas para tratar ansiedade e depressão;
  • Remédios para doença de Parkinson;
  • Drogas para tratar espasmos ou convulsões;
  • Medicamentos para asma;

Quanto tempo dura um delírio?

O delírio é um episódio de confusão mental, que não segue uma regra de tempo fixa. Além disso, ele pode ter tanto durações curtas quanto longas, variando entre horas, dias ou semanas, caso não seja tratado de forma correta.

Delírio e Alucinação: quais as diferenças?

Primordialmente, as alucinações são falhas sensoriais onde o cérebro projeta sons ou visões que parecem absolutamente reais para quem as vivencia. Sobretudo, a pessoa perde o filtro crítico, tornando impossível discernir a fantasia da realidade física imediata. Efetivamente, o delírio manifesta-se como uma convicção intelectual inabalável em ideias falsas, resistindo a qualquer prova lógica em contrário. Logo, enquanto a alucinação engana os sentidos, o delírio distorce o julgamento, exigindo abordagens terapêuticas específicas para cada caso.

Fundamentalmente, a diferença reside na origem do fenômeno: as alucinações nascem de criações internas da mente, enquanto os delírios surgem de estímulos externos mal interpretados. Inquestionavelmente, a natureza repentina dessas perturbações torna o diagnóstico clínico um desafio constante. Contudo, o quadro é claramente marcado por uma confusão mental profunda e pela redução da consciência do indivíduo. Portanto, essa gravidade exige atenção imediata para estabilizar a capacidade mental e proteger a pessoa de interpretações perigosas da realidade.

É importante informar que eles não dependem dos sentidos para se manifestar, mas, é através deles que causam uma interpretação errada da realidade a partir da distorção dos estímulos. Eles podem ser de várias naturezas e alguns dos mais comuns é o delírio de perseguição, quando a pessoa se sente perseguida por algo ou alguém, assim como o de traição que é bastante recorrente também. 

Qual tratamento para delírio?

Quais são os tratamentos disponíveis para delírio?

O tratamento aborda tanto uma intervenção psiquiátrica com remédios antipsicóticos, ansiolíticos, antidepressivos, quanto com psicoterapeutas. Os casos que envolvem delírio precisam estar sendo acompanhados, justamente pelo risco que traz a vida do paciente, além do monitoramento de suas medicações. Por isso é de extrema importância o paciente estar sendo acompanhado, para que suas crises delirantes sejam estabilizadas, com o auxílio de profissionais de saúde. 

O tratamento depende da sua causa, sendo, geralmente, necessário o uso de medicamentos antipsicóticos, como Haloperidol ou Quetiapina, por exemplo, antidepressivos e tranquilizantes, de acordo com cada caso, que são indicados pelo médico psiquiatra.

Ajuda especializada: saiba onde encontrar

A importância de contar com apoio especializado

Certamente, a ajuda profissional é o pilar que garante a segurança e a evolução constante do paciente. Inquestionavelmente, o Grupo Recanto oferece uma equipe multidisciplinar com médicos, psicólogos e terapeutas que trabalham juntos em cada etapa da cura. Inclusive, nossa estrutura conta com educadores físicos e grupos de apoio para fortalecer tanto o corpo quanto a mente. Assim, basta procurar nosso atendimento para entender qual modalidade de tratamento melhor acolhe as necessidades da sua família.

Conclusão

O Delírio pode acometer muitas pessoas, podendo gerar danos em sua vida social, sua saúde mental e física, se caso não for tratada da forma correta, pode ser extremamente prejudicial ao indivíduo. Ele também pode ocorrer em casos de dependência química devido ao uso abusivo de substâncias psicoativas ou, até mesmo por conta de transtornos psicóticos.

O estado de pessoas que se encontram nesse contexto ocorre mais repentinamente do que imaginamos, quando estamos em estado de sofrimento que acomete nossa estabilidade mental.

Inúmeros  fatores tanto do campo biológico quanto do psiquiátrico podem fazer com que uma pessoa apresente o transtorno delirante

Primordialmente, compreender o início do quadro permite que a equipe médica defina a estratégia terapêutica mais precisa. Sobretudo, a união entre medicamentos adequados, psicoterapia e grupos de apoio potencializa os resultados do tratamento. Efetivamente, o acompanhamento profissional contínuo estabiliza os sintomas e introduz rotinas saudáveis que aceleram a reabilitação. Logo, essa intervenção completa é vital para evitar o agravamento da condição e proteger o futuro do paciente.

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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