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Drogas no Nordeste: Entenda o problema e conheça o tratamento

As drogas acompanharam a história da humanidade, desde seu uso em rituais e medicamentos.

De início, as substâncias atuais representam um perigo maior por conduzirem os usuários rapidamente ao vício. Nesse cenário, o Relatório Mundial sobre Drogas 2021 da UNODC aponta que a pandemia de Covid-19 potencializou drasticamente esse consumo. Por conseguinte, as estatísticas revelam que 275 milhões de pessoas utilizaram entorpecentes em 2020. Assim, a crise sanitária acelerou a busca por drogas, agravando a situação de saúde pública global.

36 milhões manifestaram transtornos psiquiátricos relacionados ao uso de drogas.

No Brasil não foi diferente, como a região Nordeste em que muitas pessoas recorrem ao consumo de drogas o que acaba por manter esse ciclo de proliferação das drogas.

Uma prova disso, foi a pesquisa realizada pelo Lenad em 2012 onde foi visto que 40% do consumo de Crack e outros derivados da cocaína se concentravam no Nordeste.

Para melhor entender como essas substâncias podem representar um grande perigo e como elas afetam quem as usa, primeiro se faz preciso entender o que são as drogas, além de muitas questões importantes!

Entenda mais sobre o problema das drogas no Nordeste neste artigo!

O que são drogas?

drogas no nordeste


As drogas podem ser definidas como todo tipo de substância que é capaz de provocar alterações nas funções e estruturas cognitivas, fisiológicas e comportamentais das pessoas que as consomem.

Uma substância não precisa afetar todas essas áreas para ser considerada uma droga, apenas uma delas já basta, o que acontece é que frequentemente as drogas atingem diferentes áreas do organismo.

Dessa forma, tanto substâncias nocivas quanto benéficas são englobadas como drogas, a diferença é que os fármacos, aos quais nos referimos como medicamentos ou remédios rotineiramente, alteram nosso organismo buscam o benefício de funções deficientes ou tratar algum tipo de doença.

As drogas também conhecidas como substâncias psicoativas, sejam elas lícitas ou ilícitas, como álcool, nicotina e maconha, são famosas por trazerem efeitos recompensadores de início, mas, acabam por alterar a estrutura e funcionamento do organismo de maneira negativa podendo deixar sequelas sejam elas a curto ou longo prazo a depender de cada pessoa.

Leia também: O que leva uma pessoa a usar drogas: entenda os motivos!

Leia também: Dependência de drogas: Causa, sintomas e tratamentos

Principais tipos de drogas

As drogas possuem diversos tipos de classificação devido aos seus efeitos no Sistema Nervoso Central.

Começando pela definição de drogas lícitas e ilícitas: as drogas lícitas são aquelas que possuem apoio da sociedade para seu uso e consumo, assim, são permitidas por lei para maiores de 18 anos. Já as drogas ilícitas não são permitidas por lei e possuem sua comercialização proibidas. 

Com relação ao efeito causado no sistema nervoso central, existem três tipos, estimulantes, depressoras e alucinógenas.

As drogas de efeitos estimulantes, aceleram as funções cognitivas do SNC, frequentemente deixando a pessoa agitada e em estado de euforia. 

Exemplos de drogas como essas são: cocaína e anfetaminas.

Drogas de efeitos depressivos funcionam de forma contrária às drogas estimulantes, pois atuam diminuindo a intensidade das funções cognitivas do SNC, deixando a pessoa mais lentificada, com diminuição das sensações e dos reflexos, assim como percepção e atenção. 

Exemplo são: Álcool, opiáceos, inalantes/solventes (como por exemplo, lança-perfume), ansiolíticos e barbitúricos.

Há ainda as drogas alucinógenas, também chamadas de psicoativas ou perturbadoras, alteram o SNC diretamente na percepção e nos sentidos, causando alucinações, delírios e perda de julgamento sobre a realidade. 

Exemplos são: LSD, Maconha, ecstasy, MD, alguns chás de cogumelos.

Com relação a sua origem, podemos destacar que são categorizadas como: Natural, sintética e semi sintética.

A natural é aquela que é extraída diretamente da natureza, as drogas sintéticas são inteiramente sintetizadas e produzidas de forma artificial em laboratório, as semi sintéticas são produzidas em laboratório, porém, com a presença de substâncias naturais em sua composição.

Por último, as drogas podem ser divididas de acordo com o tipo de ação que tem no organismo, sendo drogas de efeito específico e drogas de efeitos gerais.

As drogas de efeito específico atuam sobre áreas específicas do organismo, ou procuram provocar um único efeito, já as drogas de efeito geral, possuem múltiplos efeitos e em diferentes áreas do corpo.

Leia também: O que são cogumelos alucinógenos?

Panorama sobre o uso de drogas no Nordeste

Durante o segundo levantamento domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil feito pelo Lenad em 2005, concluiu-se que 27,6% da amostra de população já tinha usado algum tipo de droga (exceto álcool e cigarro) durante a sua vida na região Nordeste.

Dessas pessoas, 24,7% já se encontravam em estado de dependência, sendo o álcool a droga com maior taxa de dependência, apresentando 13,8%.

A região nordeste representa uma área que possui um grande número de pessoas dependentes de drogas, principalmente as mais nocivas e de alto impacto, como o crack.

Pois, essas drogas no Nordeste são mais baratas e possuem efeitos imediatos fortes, ainda que causem bastante malefícios, muitos nem sabem o que estão usando.

Como vimos até 2012, o Nordeste concentra 40% do uso do Crack do país, mas e com relação às outras drogas?

Separei alguns dados sobre o uso de drogas no Nordeste do Brasil.

De acordo com o terceiro levantamento nacional sobre o uso de drogas pela população brasileira, realizado pela Fiocruz, 65,4% dos nordestinos entre 12 e 65 anos fizeram uso do álcool durante a vida ou nos últimos 12 meses em relação ao momento da coleta de dados em 2015.

Por fim, 2% apresentaram sintomas de dependência ao álcool e 0,7% sinais de dependência de outras drogas no Nordeste.

Consequência das drogas

Existem diversas consequências para o uso de drogas, embora elas possam variar de acordo com a substância, o tempo de uso que a pessoa fez e a forma que foi consumida.

O uso indevido das drogas no Nordeste, ou qualquer outro lugar do mundo, pode acarretar diversos problemas, de modo que afeta a saúde, o estilo de vida e as condições em que a pessoa vive.

Veja abaixo alguns dos prejuízos que a droga pode causar na vida de quem faz o seu uso e de quem já se tornou dependente!

Prejuízos a saúde

drogas usadas no nordeste

As drogas podem trazer diversos prejuízos à saúde de quem as usa, agora seus efeitos específicos dependem de cada droga usada, pois afetam áreas diferentes do organismo e da mente.

Álcool: Pode levar a lesões em órgãos como, fígado, rins, estômago e coração, assim como a danos cognitivos e neurológicos, inclusive facilita o aparecimento de câncer nessas áreas, podendo levar também a quadros de demência.

Maconha: A maconha é muito conhecida pelo seu efeito relaxante, mas também pode levar a alterações de funções cognitivas, como memória e percepção, despersonalização, aumento do risco de desenvolvimento de transtornos mentais como a esquizofrenia por exemplo, doenças pulmonares, impotência, infertilidade e mudanças na personalidade.

Cocaína: É conhecida por seu forte efeito estimulante, justamente por isso pode causar doenças vasculares e do coração, acentua a irritabilidade e agressividade, causa perda de capacidade de análise e concentração, delírios, problemas dentários, assim como provocar transtornos psicóticos.

Crack: Essa droga é uma das mais devastadoras, não é à toa que existe tanto medo e mitos sobre ela, seus efeitos são ainda mais potentes que os da cocaína, gerando um alto risco de dependência já em seu primeiro uso. 

Primordialmente, o consumo de substâncias provoca infartos, espasmos musculares, convulsões e ataques epilépticos. Além disso, o usuário enfrenta disfunções sexuais, derrames cerebrais e danos cognitivos em diversas áreas. Em paralelo, as drogas causam graves problemas pulmonares, como o sangramento e o ‘pulmão de crack’. Desse modo, as consequências devastadoras anulam qualquer prazer imediato e colocam a saúde em risco permanente.

Problemas sociais

Frequentemente, o consumo de drogas no Nordeste gera impactos sociais que ultrapassam os danos físicos e mentais. Nesse panorama, o dependente afasta-se de seu círculo social e inicia um processo de isolamento profundo. À medida que o vício avança, o indivíduo negligencia a própria aparência e higiene pessoal. Consequentemente, a mente foca exclusivamente na obtenção da substância, levando a pessoa a abandonar responsabilidades e passar dias longe de casa.

Restringe-se também o ciclo de amizade, passando a andar e sair apenas com aqueles que também fazem uso de drogas, e com o passar do tempo a depender da pessoa e do tipo de substância, o seu círculo social pode acabar se restringindo somente para o consumo dentro de casa de forma isolada ou em locais onde possa ficar sozinho.

A família também é afetada e aqueles próximos à pessoa, uma vez que modifica tanto os pensamentos quanto os comportamentos da pessoa, deixando ela mais agressiva, além de fazer coisas que não faria antes.

Além disso, com o agravamento da dependência das drogas cada relação que a pessoa tenha, seja amorosa, relação de trabalho ou familiar a pessoa não consegue dar a devida atenção e importância que de fato possuem, em razão dessas substâncias.

Leia também: Codependência Familiar no processo de cura do dependente químico

Leia também: Tipos de famílias que podem empurrar para a dependência química

Impactos econômicos

Sobretudo, a dependência química gera déficits financeiros graves para o indivíduo e seus familiares. Isso ocorre porque o custo para manter o consumo constante supera rapidamente a capacidade de ganho da pessoa. Com o passar do tempo, os sinais da doença surgem e provocam prejuízos financeiros mais acentuados. Eventualmente, o dependente perde o emprego devido às mudanças comportamentais, agravando ainda mais a crise econômica pessoal e familiar.

Originalmente, a dependência consome todos os recursos do usuário, deixando-o sem dinheiro e acumulando dívidas. Em função disso, o indivíduo passa a penhorar ou vender pertences pessoais e domésticos para financiar o vício ou realizar trocas diretas. Paralelamente, essas pessoas solicitam empréstimos a conhecidos que raramente conseguem quitar. Por fim, a necessidade incontrolável da substância gera um ciclo de inadimplência que isola o dependente de seu círculo social.

Como ajudar um dependente químico

Quando a pessoa se encontra em situação de dependência química é normal que seus familiares e amigos se encontrem em desespero procurando por formas de como ajudá-lo.

Porém, existem inúmeras maneiras de realizar essa tarefa, desta forma, é preciso saber como ajudar e o que precisa ser feito.

Primordialmente, a família deve conduzir uma conversa honesta sobre a situação real e as atitudes do dependente. Com o intuito de ajudar, os parentes devem incentivar o tratamento sem praticar julgamentos ou críticas destrutivas. Simultaneamente, o acolhimento e a escuta ativa mostram que o indivíduo pode confiar em quem o ouve. Desse modo, essa abordagem clara e empática facilita a percepção das obrigações e a aceitação do auxílio profissional.

Estabeleça os limites que o dependente químico pode ter na relação e nos comportamentos toleráveis, de maneira que mostre que se importa com a pessoa, mas que não gosta dos comportamentos quando em consumo da substância.

Procure também se informar sobre a doença da dependência química, os sintomas que ela causa, formas de tratamento, ocorrências mais comuns e como os dependentes ficam sem tratamento.

Quanto mais se informar, mais poderá fazer para ajudar a pessoa que ama.

Leia também: Clínica de reabilitação: o que é, para que serve e tipos de internação

11 sinais de que o dependente químico precisa de internação

pessoa usando drogas
  • Falta de cuidado com a higiene;
  • Isolamento social;
  • Troca de ciclo de amizade;
  • Mudança de rotina por conta das drogas;
  • Mudanças de humor, principalmente agressividade;
  • Perda ou Ganho de peso de forma rápida e progressiva;
  • Começar a pedir dinheiro de outros para comprar a drogas;
  • Sair por vários dias e só voltar depois de muito tempo, para comer e dormir;
  • Problemas com sono (Hipersonia ou insônia).
  • Realizar crimes para saciar sua sede pela droga;
  • Mentiras cada vez maiores e sem remorso.

Esperança na recuperação

Inicialmente, condições de vulnerabilidade como a pobreza e a falta de estudos impulsionam o uso de entorpecentes no Nordeste. Em virtude disso, a desigualdade econômica regional estabelece um cenário onde substâncias ilícitas ganham espaço. Logo, o sujeito recorre a essas drogas para suportar as dificuldades e angústias do dia a dia. Em suma, a escassez de oportunidades profissionais e educacionais fortalece o ciclo da dependência como ferramenta de enfrentamento.

No entanto, diversas iniciativas vêm sendo desenvolvidas para enfrentar esse problema de maneira holística. Programas de prevenção nas escolas, campanhas de conscientização e projetos de inclusão social têm se mostrado eficazes na redução do consumo de drogas entre os jovens nordestinos. Além disso, é fundamental fortalecer políticas públicas que promovam a igualdade de oportunidades, o que pode contribuir significativamente para a prevenção do uso de drogas.

Primeiramente, a recuperação no Nordeste demanda a criação de centros de reabilitação equipados com equipes multidisciplinares. Dessa forma, profissionais de saúde, assistentes sociais e psicólogos oferecem suporte integral ao indivíduo. Sob este prisma, a sociedade deve desmistificar a ideia de que a dependência química é irreversível. Consequentemente, a educação em saúde mental e o combate ao estigma constroem uma comunidade mais solidária e acolhedora.

A colaboração entre governos, organizações não governamentais e a sociedade civil é essencial para promover a recuperação e prevenir o uso de drogas no Nordeste. Ao investir em estratégias de prevenção, tratamento e reinserção social, é possível construir um cenário mais promissor para aqueles que enfrentam o desafio da dependência química.

Drogas no Nordeste: Onde internar um dependente químico

Diante do problema da dependência química e verificado a necessidade de internação, surge outra dúvida, onde internar alguém viciado em drogas no Nordeste?

De antemão, o familiar deve buscar clínicas que comprovem a eficácia de seus métodos no suporte ao dependente. Por esse motivo, o Grupo Recanto consolidou uma estrutura preparada para tratar qualquer tipo de vício. Acima de tudo, somamos mais de 13 anos de experiência com um modelo terapêutico exclusivo e inovador. Portanto, nossa trajetória nos diferencia das demais instituições ao oferecer soluções reais para a recuperação.

Nossas clínicas ficam localizadas em dois estados do Nordeste, uma unidade do Grupo Recanto em Aracaju, Sergipe e outras duas unidades em Pernambuco, da qual uma delas é totalmente destinada ao cuidado feminino para dependência química e outra é a clínica de recuperação masculina do Grupo Recanto.

Mas por que escolher nós do Grupo Recanto para internar seu ente querido?

A princípio, nossa clínica figura como referência no tratamento da dependência química em todo o Nordeste. Nesse sentido, transformamos mais de 3.500 vidas, auxiliando pacientes a adotarem um novo estilo de vida livre de drogas. Para tanto, disponibilizamos uma equipe composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e educadores físicos. Consequentemente, garantimos que cada aspecto da doença receba a devida atenção de especialistas qualificados.

Desta forma, conseguimos abranger o campo biopsicossocial. Assim como, sermos pioneiros na utilização de pessoas com conhecimento teórico e empírico sobre a dependência química para um melhor tratamento.

Conclusão

De início, o consumo de drogas cresce no Nordeste, exigindo uma luta constante para amparar famílias que buscam uma saída. Dessa maneira, combatemos a perpetuação da dependência química através do tratamento biopsicossocial de cada indivíduo. Nesse sentido, a abordagem cura feridas e angústias para que o paciente adote um novo estilo de vida. Assim, a pessoa reconquista a capacidade de ser feliz sem a necessidade de substâncias.

Primeiramente, a dependência química gera sofrimento intenso tanto para o sujeito quanto para seus familiares e amigos. Nesse contexto, a enfermidade desestabiliza todas as esferas da vida das pessoas envolvidas. Embora a ciência não aponte uma cura definitiva, existem protocolos terapêuticos eficazes para gerir a condição. Desse modo, disponibilizamos nossas unidades e canais de atendimento para quem busca auxílio profissional.

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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