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Não é Sorte, é Doença: O Impacto das Bets na Vida Real

Atualmente, as apostas esportivas, conhecidas como “bets”, conquistaram espaço na rotina de muitos brasileiros. Logo, apresentadas como forma de lazer, escondem riscos reais que podem levar à dependência. 

Nesse contextto, o Ministério da Saúde reconhece que o problema cresce e precisa ser enfrentado com informação, legislação e acesso ao tratamento.

Neste artigo, vamos entender por que as apostas online não são apenas sorte, mas um problema de saúde mental com impacto direto na vida real.

Perigo das bets

O que são as bets?

Em primeiro lugar, os “bets” são apostas feitas pela internet em jogos de futebol, basquete, eSports e outros esportes. Nesse sentido, plataformas digitais permitem que o usuário aposte valores reais em resultados, com promessas de retorno rápido. 

Logo, a publicidade intensa e o apelo ao lucro fácil têm atraído milhares de pessoas.

A propaganda como estímulo ao vício

Por isso, muitas empresas de apostas investem pesado em publicidade, incluindo patrocínios de times, influenciadores e canais de entretenimento. Essa exposição constante naturaliza o hábito de apostar e o associa ao sucesso e ao prazer. 

No entanto, por trás das promessas de ganhos fáceis, existe o risco de endividamento e perda de controle.

Popularidade crescente entre os jovens

Estudos indicam que adolescentes e jovens adultos estão entre os principais apostadores. Muitos iniciam no jogo por influência de amigos, influenciadores e pela falsa sensação de controle sobre os resultados. Isso cria um terreno perigoso para o desenvolvimento da dependência.

Transtorno do jogo: o que é?

Nesse contexto, o transtorno do jogo, ou ludopatia, é reconhecido como uma doença mental pelo DSM-5. Por isso, ele se caracteriza pela incapacidade de controlar o impulso de apostar, mesmo com prejuízos claros na vida pessoal, profissional e financeira.

Sintomas e comportamentos preocupantes

Entre os sinais estão a necessidade crescente de apostar valores maiores: 

  • Irritação ao tentar parar
  • Mentiras frequentes para encobrir as apostas
  • Uso do jogo como forma de aliviar o estresse ou tristeza
  • Também é comum o isolamento social. 
Conhece alguém ou está precisando de ajuda?

Impactos das apostas na vida real

Nesse sentido, consequências emocionais e mentais:A ludopatia pode causar ansiedade, depressão, insônia e ideia suicida. Logo, a frustração com as perdas e a culpa pelo comportamento compulsivo são comuns. 

Problemas financeiros e sociais: Muitos apostadores comprometem salários inteiros, fazem empréstimos e vendem bens para continuar jogando. Isso leva ao endividamento, à perda do emprego e à desestruturação familiar. É comum haver conflitos familiares e abandono de responsabilidades.

Casos extremos e criminalidade: Infelizmente, há registros de apostadores que recorrem a práticas ilícitas para continuar sustentando o vício. Casos de furto dentro da própria família, fraudes e até envolvimento com agiotas se tornam mais frequentes. Isso revela o quanto a ludopatia pode ser destrutiva.

Por que as apostas causam dependência?

A sensação de prazer ao ganhar uma aposta ativa a dopamina, neurotransmissor ligado à recompensa. Com o tempo, o cérebro passa a exigir mais apostas para sentir o mesmo prazer. Isso cria um ciclo compulsivo semelhante ao observado no uso de substâncias químicas. 

O perigo das bets

O reforço intermitente e a ilusão de controle

As bets operam com reforço intermitente: pequenas vitórias espaçadas reforçam o comportamento. A falsa ideia de que é possível prever resultados e “recuperar” perdas rapidamente faz com que o jogador continue, mesmo com prejuízos.

Esse sistema é semelhante ao dos caça-níqueis, projetado para gerar compulsão.

Cultura do imediatismo e dopamina digital

A sociedade atual valoriza o prazer imediato e a rapidez nos resultados. Essa cultura contribui para a vulnerabilidade ao vício em apostas, que promete ganhos rápidos com pouco esforço. 

A impulsividade típica da era digital torna ainda mais difícil resistir ao chamado das bets.

Tratamento da dependência em apostas

A ludopatia exige tratamento com profissionais de saúde mental. Em casos graves, a internação em clínicas especializadas pode ser necessária. Ambientes controlados e com suporte profissional 24h garantem a segurança necessária para o processo de recuperação.

Na Recanto Clínica Hospitalar, pacientes com dependência encontram uma abordagem integrada, com equipe multidisciplinar, acolhimento humanizado e estrutura para tratamento intensivo. 

O foco é resgatar o indivíduo do ciclo da compulsão e oferecer condições reais de retomada da vida.

Grupos de apoio

Grupos de apoio têm um papel essencial na recuperação. No caso da ludopatia, destacam-se iniciativas como os Jogadores Anônimos (JA), que seguem os Doze Passos e proporcionam um espaço seguro para o compartilhamento de experiências.

Nesse sentido, o apoio mútuo fortalece a sobriedade e ajuda a manter o comprometimento com o tratamento. Os encontros são gratuitos, anônimos e realizados presencialmente ou online em diversos locais do Brasil.

Prevenção é a chave

Por isso, falar sobre os riscos das apostas e educar desde cedo é fundamental. Logo, estabelecer limites claros, evitar exposição às plataformas e supervisionar o uso de tecnologia por jovens pode evitar o primeiro contato com esse tipo de jogo.

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Conclusão

Por fim, as apostas online deixaram de ser apenas um passatempo. Logo, para milhares de pessoas, tornaram-se uma doença real com impactos graves. Nesse sentido, a ludopatia precisa ser levada a sério, e quem sofre com ela deve receber acolhimento e tratamento digno. 

A Recanto Clínica Hospitalar está preparada para oferecer esse cuidado, com profissionalismo e humanidade. 

Por isso, se você ou alguém que conhece está sofrendo com apostas, entre em contato conosco e descubra como podemos ajudar. Informar-se é o primeiro passo para recuperar o controle da própria vida.

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em DependênciaQuímica pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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