Ansiedade e depressão são transtornos que possuem relação entre si. Mas que possuem causas, sintomas e tratamentos diferentes.
Cada transtorno tem seus próprios aspectos, e que geralmente são opostos. Porém, uma única pessoa pode vir a ter os dois problemas.
Ambas fazem com que o indivíduo tenha comportamentos que atrapalhem a sua rotina, acarretando diversos prejuízos, no âmbito social, profissional e em relacionamentos de forma geral.

O que é a depressão
A depressão é um transtorno crônico que vai muito além de uma tristeza passageira, manifestando-se como uma paralisia emocional profunda. Ela sequestra a capacidade de sentir prazer (anedonia) e distorce a autoimagem do indivíduo, criando um ciclo de dor psíquica que pode variar em intensidade, mas que exige intervenção imediata em todos os níveis.
A depressão e o alcoolismo são condições multifatoriais, onde a genética, o ambiente e a psicologia se entrelaçam. A raiz biológica reside no desequilíbrio dos neurotransmissores, substâncias essenciais que regulam desde o prazer até a nossa resposta ao estresse.
A depressão pode ser crônica (persistente por longos períodos) ou reativa, surgindo como resposta direta a eventos de vida impactantes. Para quem já possui uma predisposição genética ou biológica, gatilhos externos funcionam como o “estopim” para o desequilíbrio emocional e químico.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) um pouco mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão. No Brasil já são mais 11,5 milhões de pessoas afetadas pela doença.
É importante também que não se confunda a depressão com a tristeza, que é uma emoção passageira. Enquanto a depressão é um fenômeno constante.
O que é a ansiedade
Ansiedade é um estado emocional, que se caracteriza por sentimentos de tensão, preocupações e pensamentos ruins.
A ansiedade é uma reação normal e natural que qualquer pessoa pode ter ao longo de seu dia, que podem estar relacionadas a falar em público, véspera de prova ou entrevista de emprego.

A ansiedade natural é benéfica, pois faz com que as pessoas realizem projetos e estabeleçam planos para o futuro. O que se torna preocupante é o seu excesso.
A ansiedade deixa de ser um mecanismo natural de defesa e torna-se patológica quando sua frequência e intensidade paralisam o indivíduo. O transtorno de ansiedade é uma doença real, caracterizada por um estado de alerta constante que esgota os recursos físicos e mentais da pessoa, impedindo-a de realizar tarefas simples do cotidiano.
Os transtornos de ansiedade manifestam-se de formas distintas, mas compartilham a raiz do medo desproporcional. Entender essas categorias é fundamental para identificar o tratamento adequado, já que cada uma exige ferramentas específicas de enfrentamento e manejo clínico.
No Brasil aproximadamente 19 milhões de pessoas possuem algum tipo de transtorno de ansiedade, segundo as pesquisas da OMS. E com os recentes acontecimentos da pandemia esse número só tem aumentado.
Se não forem tomadas atitudes que possam atuar na prevenção e no tratamento dessas doenças continuarão aumentando.
Como saber se a pessoa está sofrendo de ansiedade?
Segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), o Brasil é o país com os maiores índices de depressão e ansiedade durante o período de quarentena e isolamento social por conta da pandemia de Covid-19. A pesquisa levou em conta 11 países e o aumento foi de 63% para ansiedade e 59% para depressão.
Por isso se faz importante compreender as diferenças e semelhanças, entre as duas, e desta forma caso necessário procurar ajuda de profissionais especializados para um bom diagnóstico e tratamento.
O fenômeno da ansiedade
A ansiedade é um fenômeno normal que nos acontece e em algumas situações até age de forma benéfica, como vimos no tópico anterior.
Mas quando se exacerba, isto é, aumenta e passa a ser um fenômeno constante se torna um problema, dessa forma a pessoa passa a manifestar novos sinais e sintomas que podem ser identificados.
Os sinais mais visíveis é o medo constante ou em situações de estresse ou extrema importância. Os sintomas podem variar de acordo com o transtorno e com a vivência da pessoa com a doença.
Conheça os sintomas
Os sintomas da ansiedade formam um conjunto de respostas de “luta ou fuga” que o corpo ativa inadequadamente. Quando o cérebro interpreta o medo como uma emergência real, ele sobrecarrega o organismo com hormônios do estresse, resultando em manifestações que afetam desde o equilíbrio térmico até a digestão.
É comum também o desenvolvimentos de outros transtornos como o transtorno bipolar e transtornos depressivos, então fique atento a alterações súbitas de humor que podem ser características de diversos desses transtornos.
A autossabotagem na ansiedade funciona como um mecanismo de defesa distorcido: para evitar a dor do possível fracasso, a mente paralisa o indivíduo. Esse comportamento cria um ciclo vicioso onde o medo de errar gera procrastinação, aumentando a culpa e a própria ansiedade.
O perfeccionismo aqui pode tanto ser amplificado pelo transtorno e já ser existente anteriormente ou ser um nova característica da pessoa.
O que o transtorno de ansiedade pode causar?

O termo transtorno de ansiedade é, na verdade, um “guarda-chuva” que abriga diferentes condições clínicas. Embora compartilhem o medo e a apreensão como base, cada transtorno possui gatilhos e comportamentos específicos que os distinguem.
- Fobia específica;
- Outras fobias;
- Transtorno de ansiedade generalizada;
- Transtorno de pânico;
- Transtorno de estresse pós-traumático;
Essa classificação é definida de acordo com a visão do CID-10 e DSM-V, código internacional de doenças 10° edição e manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais 5° edição respectivamente.
A ansiedade é um transtorno que “transborda” do campo mental para o biológico, criando uma sobrecarga sistêmica. Quando a mente permanece em alerta, o corpo reage fisicamente como se estivesse sob ataque, enquanto as funções cognitivas e emocionais se fragmentam sob a pressão do medo irracional.
Além disso, o transtorno de ansiedade, seja ele qual for, pode ocasionar comorbidades, principalmente de outros transtornos ansiosos ou de transtornos de humor.
Pegando o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) como exemplo por ser um dos transtornos de ansiedade mais comuns, segundo a pesquisa do jornal Brasileiro de psiquiatria em 2019, 14,3% da amostra de população em questão possuía esse transtorno.
Tomando o TAG como base, esse transtorno pode acarretar comorbidades como risco do suicídio, distimia, transtorno depressivo maior e depressão recorrente.
Quais são os três tipos de ansiedade?
Para a psicanálise, a ansiedade não é apenas um conjunto de sintomas, mas um afeto fundamental. Ela atua como um sinalizador de que algo no equilíbrio entre nossos desejos inconscientes e a realidade externa está em conflito, exigindo que o ego se mobilize para evitar um sofrimento maior.

Sob a ótica da psicanálise, a ansiedade é vista como um sinal de alerta do ego diante de um perigo interno ou externo. Ela surge no conflito entre nossos desejos e a necessidade de sermos aceitos, funcionando como uma tentativa desesperada de manter o controle sobre o futuro para garantir o pertencimento e evitar o desamparo.
Para Freud existem três tipos de ansiedade: a moralista, a real e a neurótica, veja abaixo a diferença entre elas.
Ansiedade moralista
A ansiedade moral surge do conflito entre os desejos do indivíduo e as exigências rígidas do Superego. Quando agimos (ou apenas pensamos em agir) de forma contrária aos valores e normas que internalizamos, o Superego responde com a culpa, gerando um medo constante de punição, mesmo que essa punição venha apenas de nós mesmos.
Ansiedade real
Na visão psicanalítica, a ansiedade real (ou objetiva) é uma resposta do ego a um perigo concreto e identificável no mundo exterior. Diferente da ansiedade neurótica, que nasce de conflitos internos mal resolvidos, a ansiedade real funciona como um mecanismo de sobrevivência que nos alerta sobre ameaças imediatas e justificáveis.
Ansiedade neurótica
Por último, a ansiedade neurótica é definida como um medo não especificado de algo que pode ou não ser real e justificável, está normalmente relacionada à apreensão de um perigo desconhecido.
Essa ansiedade geralmente resulta do instinto de auto destrutiva e como uma resposta generalista a algum trauma inconsciente.
Veja também: Ideação suicida: O que é, como reconhecer e quais os tratamentos?
Qual a diferença de ansiedade para transtorno de ansiedade?

A ansiedade funcional é o que nos mantém alertas e produtivos; ela é o “combustível” que nos faz estudar para uma prova ou cumprir prazos. O problema surge quando esse alarme interno trava e não desliga mais, evoluindo para um transtorno onde a preocupação deixa de ser uma preparação e passa a ser uma barreira intransponível.
A ansiedade é, na sua essência, um mecanismo biológico de preservação que nos prepara para desafios; sem ela, não teríamos prudência ou motivação para agir. Contudo, a linha entre a proteção e a patologia é rompida quando essa resposta se torna crônica, transformando-se em um transtorno que desregula o equilíbrio fundamental do ser humano.
Qual a diferença entre ansiedade e depressão?
A ansiedade e a depressão são ambos transtornos mentais que frequentemente andam juntos, pois pessoas que têm depressão acabam por desenvolver ansiedade e o contrário também é verdadeiro. É comum que essas doenças sejam comorbidades uma da outra.
Diferenciá-las pode ser uma tarefa mais difícil. Algumas informações como o histórico familiar, seu histórico médico e uma observação detalhada podem auxiliar na tarefa do médico que realiza o diagnóstico; além disso elas possuem sutis diferenças entre si que para quem sabe torna mais fácil a percepção.
A depressão é um transtorno psiquiátrico crônico grave, que está relacionada a sentimentos de caráter emocional, onde o indivíduo apresenta alterações de humor.
Ela também envolve alterações de pensamentos e baixa energia, e deste modo o indivíduo apresenta ideias ligadas a questões do passado.
Por outro lado, a ansiedade é algo natural do ser humano, que pode surgir ao enfrentarmos acontecimentos estressantes. Entretanto, a ansiedade de modo excessivo pode acabar se tornando uma doença, sendo assim o indivíduo apresenta grande preocupação com o futuro, ou seja, com aquilo que irá acontecer.
Os transtornos de ansiedade possuem aspectos como o medo e ansiedade excessiva, assim como também perturbações de ordem comportamental.

Quando a ansiedade vira depressão?
O estresse em alguns casos pode ser o princípio do problema. O indivíduo que está constantemente estressado e que não se cuida, pode vir a desenvolver uma ansiedade patológica, que pode progredir para uma depressão ou vice-versa.
Nos quadros de ansiedade associadas à depressão a condição se torna mais grave. Pois quando a pessoa apresenta as duas doenças, os sintomas podem ser mais severos.
Essa alternância ocorre porque o corpo e a mente tentam, de forma desesperada, encontrar um ponto de estabilidade. Enquanto a ansiedade é um estado de hiperalerta e aceleração (excesso de futuro), a depressão surge muitas vezes como um “desligamento” do sistema após um período de exaustão, resultando em apatia e desânimo (excesso de passado).
Os transtornos de ansiedade podem causar depressão, conforme os sintomas limitem o indivíduo a ter e manter sua rotina normal. Da mesma forma, os sintomas depressivos, quando não tratados, podem fazer com que a ansiedade se manifeste.
Quem tem depressão é ansioso também?
Não necessariamente!
O que acontece é que a depressão e a ansiedade são doenças comórbidas uma da outra, isto é, podem acontecer ao mesmo tempo e uma vez que uma esteja presente aumenta o risco de desenvolvimento da outra.
A comorbidade entre depressão e ansiedade é extremamente comum, criando um ciclo onde os sintomas de um transtorno alimentam o surgimento do outro. Essa “retroalimentação” torna o diagnóstico inicial complexo, já que o sofrimento psíquico de uma mente deprimida é o terreno fértil ideal para a insegurança da ansiedade, e vice-versa.
Sintomas físicos
A ansiedade e depressão são transtornos que além de problemas psicológicos manifestam sintomas físicos, que podem variar de acordo com o grau da doença, o fator biológico da pessoa afetada, contudo existem sintomas mais comuns.
Os sintomas físicos da ansiedade são a resposta direta do corpo à descarga contínua de adrenalina e cortisol. Quando o cérebro percebe um perigo (mesmo que imaginário), ele prepara o organismo para a “luta ou fuga”, resultando em um impacto sistêmico que afeta desde o coração até o sistema digestivo.
No caso da depressão os sintomas são outros. São eles: dores espalhadas pelo corpo; lágrimas e choro frequente pelas mudanças repentinas de humor; dor de cabeça, que assim como as dores pelo corpo em geral são somatizações, descargas de problemas emocionais e psicológicos no corpo. Além disso, aperto e dores no peito, possivelmente geradas pela tristeza e angústia; problemas gastrointestinais; fraqueza no corpo, em especial nas pernas; alterações no ciclo de sono e do apetite, podendo causar ganho ou perda de peso. Para além disso, diminuição do desejo sexual em especial pela sensação de angústia e desmotivação.

Como lidar com o problema
Além dos medicamentos ou psicoterapias como formas de tratamento contra a ansiedade, existem também as formas naturais, que podem ser indicadas por profissionais especializados em saúde mental.
Algumas delas são: atividades físicas, controlar a respiração, reduzir o estresse, evitar pensamentos negativos, frases de amor, além de muitos outros.
A consulta com profissionais de saúde é o passo decisivo para transformar a suspeita em cuidado efetivo. O médico psiquiatra e o psicólogo atuam como bússolas, garantindo que o sofrimento não seja apenas silenciado, mas compreendido e tratado com base em evidências científicas.
Para lidar com a depressão é necessário que o indivíduo procure ajuda profissional para que este o ajude a lidar com ela, e lhe indique a melhor forma de tratamento, assim como atividades que melhorem e ajudem o indivíduo a ter uma boa qualidade de vida.
As atividades indicadas podem ser atividades físicas, alimentação saudável, sair com amigos e organizar os ambientes da casa, além de muitos outros.
O diagnóstico precoce é o fator determinante para o sucesso terapêutico. Quanto mais cedo a intervenção ocorre, menor é o impacto na estrutura cerebral e na dinâmica social do indivíduo, evitando que o transtorno se torne crônico e resistente às abordagens convencionais.

Tratamentos
Nesse sentido, o tratamento eficaz para ansiedade e depressão é multimodal, adaptando-se à gravidade de cada caso. A escolha entre psicoterapia, medicação ou uma combinação de ambos depende do grau de comprometimento da autonomia do paciente, visando sempre a restauração do equilíbrio biopsicossocial.
As psicoterapias são importantes em todos os níveis das doenças, porém em casos iniciais somente elas podem se suficiente para a situação, a psicoterapia vai intervir na raiz do problema, buscando encontrá-lo e resolvê-lo.
Os medicamentos ou remédios são indicados para casos com uma complexidade maior ou em casos graves. Quem faz a distinção e observação dessa necessidade é o médico encarregado, os ansiolíticos e antidepressivos têm papéis específicos e há uma série de efeitos diferentes, mas a aplicação mais comum é o controle das taxas de neurotransmissores em nosso sistema nervoso central.
Uso de ansiolíticos
No caso dos ansiolíticos eles vão agir nos neurotransmissores ligados aos estados de ansiedade, agressividade, impulsividade, possuem certo efeito calmante.
Os antidepressivos podem agir de forma a regular os níveis de hormônios de prazer e bem-estar em nosso corpo, que neste momento estão baixos e aumentar sua quantidade. Além disso, como regular as alternâncias de humor típicas da depressão.
Aliado a isso é importante que se tenha um rotina que favoreça a recuperação. Por isso, muitos médicos indicam que uma alimentação balanceada, uma rotina de exercícios, mensagens de bom dia e atividades de lazer ajudam. Visto isso, estimulam a produção e regulação desses neurotransmissores de maneira natural.

Ainda temos a internação psiquiátrica, que é sugerida em casos de crises em que a pessoa coloca em risco a sua vida e/ou dos demais a sua volta, de modo que por um tempo a pessoa precisa ficar em uma instituição que comporte e possa dar o suporte de saúde mental que essa pessoa está precisando, até que ela se estabilize novamente e possa voltar ao convívio social.
Internação psiquiátrica contra depressão
A internação psiquiátrica contra depressão é uma forma de tratamento diferenciada e deve precisa ser feita em um local que possibilite as melhores condições para que o paciente possa lidar com sua doença. Este local deve facilitar os cuidados, e dispor de tratamentos, métodos e profissionais especializados em saúde mental.
Este tipo de tratamento tem como objetivo proteger e auxiliar o indivíduo, até que ele melhore de forma significativa. Nas internações psiquiátricas o paciente tem uma maior possibilidade de se recuperar e voltar ao seu equilíbrio.
Não existe um tempo determinado para a internação da depressão, pois depende de suas causas, gravidade e intensidade dos sintomas. Além disso, também da própria vontade do paciente de continuar com o tratamento.
O médico psiquiatra é o arquiteto da recuperação, sendo o responsável legal e técnico por definir o tempo de permanência e a intensidade do cuidado. Através do Projeto Terapêutico Singular (PTS), ele traduz o diagnóstico em um plano de ação personalizado, coordenando os demais profissionais para que cada etapa da internação tenha um propósito claro.
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Internação psiquiátrica para depressão
Este tipo de tratamento é indicado em casos em que o paciente não possui mais autonomia sobre si, e quando este se encontra em desequilíbrio mental. Dessa forma, representando desta forma, uma ameaça tanto para si mesmo, quanto para seus familiares e amigos. Além disso, nos casos mais graves onde ocorre o risco de suicídio também são recomendadas.
Outras situações em que se faz necessário a internação, acontece quando o indivíduo não aceita ou não reconhece que precisa de ajuda e assim, não aceita formas de tratamento como por exemplo, o uso de medicações.
Dessa forma sendo necessária uma intervenção contra a vontade do paciente. Nesse sentido, o esse que é permitido por lei para que ele possa retornar a sua estabilidade mental.
A depressão tem cura?
Levando-se em conta que a depressão é uma doença crônica que possui diversas causas envolvendo assim aspectos genéticos, biológicos e psicossociais, ela não possui cura.
Porém, com os tratamentos adequados é possível controlar os seus sintomas e episódios. Nenhum tipo de tratamento ou medicação é capaz de eliminar completamente todas as suas causas, por toda a vida do indivíduo.
A depressão não tem cura, mas possui tratamento, podendo-se assim minimizar ou até mesmo eliminar o aparecimento de seus sintomas.
Portanto, o paciente sempre deve procurar se manter em equilíbrio biopsicossocial para que desse modo não venha a apresentar recaídas ao longo da vida, cumprindo assim os tratamentos indicados.

Como controlar a depressão após uma internação psiquiátrica?
Após uma internação psiquiátrica é preciso seguir as recomendações médicas específicas para o seus casos. Mas, cuidados comuns nesses casos é iniciar uma terapia ou continuar se já estivesse em uma terapia decorrente antes da internação.
Muitas clínicas de internação possuem propostas de assistência de tratamento mesmo após a internação. Isso para monitorar a pessoa e ajudar para que tal episódio não aconteça novamente.
Estruturar e manter um novo estilo de vida mais saudável é uma boa maneira de controlar as taxas dos neurotransmissores e de se focar em outras tarefas e estimular o convívio social. Visto isso, é claro que se necessário os medicamentos devem se usados e vão auxiliar a amenizar os sintomas e sinais da depressão e lhe auxiliar a manter sua vida numa normalidade.
Conclusão
Ansiedade e depressão são doenças que têm muito em comum e que por muitas vezes podem andar juntas. Mas, como mostrado durante o texto possuem diferenças notáveis e circunstâncias diferentes na vida da pessoa.
Primordialmente, a pandemia atuou como um catalisador de ansiedade e depressão, deixando sequelas psicológicas que o sistema de saúde ainda luta para absorver. Nesse sentido, o crescimento contínuo desses casos indica que não estamos diante de um surto passageiro, mas de uma nova realidade epidemiológica. Ademais, a falta de opções terapêuticas acessíveis pode gerar um ciclo de incapacidade funcional, afetando o trabalho e as relações familiares. Portanto, investir em educação emocional e infraestrutura de cuidado é a única forma de evitar que o futuro seja marcado por uma sociedade paralisada por transtornos mentais negligenciados.
Por isso que nosso trabalho aqui é importante, munindo o leitor com as informações necessárias, bem como mostrando como diferenciar cada transtorno. Além disso, suas formas de tratamento e que é possível sim continuar vivendo e trabalhando mesmo após desenvolvê-los.










