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Saiba como lidar com usuário de crack: tratamentos e cuidados!

O crack é considerado uma droga bastante prejudicial à saúde e possui um alto risco de dependência química a partir de seu primeiro consumo. 

Mas como lidar com usuário de crack? Essa é uma questão que envolve diferentes fatores e não é uma questão fácil.

A dependência de drogas afeta não só o usuário, mas também, os seus familiares, alterando toda a dinâmica da vida. O crack é umas das drogas mais utilizadas pelo fato de ter um baixo custo e seus efeitos serem manifestados rapidamente, o que justifica o seu alto grau de dependência.

Ao longo deste artigo você poderá encontrar informações que te ajudem a conhecer mais sobre o crack para que assim você possa estar ajudando quem necessita de ajuda para se libertar da dependência do crack. 

Você conhecerá mais sobre os sintomas e tratamento do crack, para que possa estar consciente de como agir e enfrentar essa situação. 

usuário com vários tipos de droga grupo recanto

Conheça os sintomas de usuário de crack

Muita gente não sabe, mas o início do vício em crack pode ocorrer logo no primeiro uso. Como existe um alto risco de dependência, a pessoa já começa a sentir os efeitos negativos rapidamente. 

As pessoas sobre o efeito do crack inicialmente podem sentir a sensação de prazer e satisfação. Porém passado esse efeito, podem sentir intensa euforia e desejo por mais, agitação psicomotora, comportamento agressivo, alucinação e delírio por exemplo.

Os sintomas podem ser divididos em sintomas de curto e longo prazo. Além disso, podem depender também do organismo de cada pessoa, pois, nem todas apresentam os mesmos sintomas. Além disso, grandes quantidades da substância e uso frequente também são fatores de risco para o desenvolvimento de sintomas perigosos à saúde.

Sintomas a curto prazo incluem a fissura pela droga, perda de apetite, náusea, intensa euforia, respiração acelerada, irritabilidade, distúrbio do sono, ansiedade e paranoia, depressão e aceleração dos batimentos cardíacos. 

Os sintomas a longo prazo, são aqueles que podem causar danos irreversíveis à saúde da pessoa. Nesse sentido, eles incluem, danos no fígado, coração e rins, insuficiência respiratória, cáries profunda e depressão profunda entre muitos outros. 

Como lidar com usuário de crack quando essa pessoa é próxima a mim?

Algumas pessoas podem até pensar que o dependente químico não tem sentimentos, por parecer não se importar com a sua família ou amigos, mas a verdade é que eles ficam realmente reféns do consumo do crack e de seus efeitos momentâneos prazerosos.

Pode ser difícil lidar com o usuário de crack, porém é possível. Os familiares representam uma peça fundamental para que o dependente possa caminhar para o seu tratamento e se livrar de uma vez por todas da sua dependência.

Apoio e incentivo

Ao invés de julgar se utilizando de palavras de xingamentos, use palavras de incentivo e apoio, que o conscientize dos perigos da sua dependência no crack. Ofereça sua ajuda para a busca por tratamento.

O usuário de crack já sofre com a pressão social e o estigma que essa droga traz. Por mais que você queira ajudar, se você for duro demais a pessoa irá se afastar cada vez mais de você. 

Procure incentivar a conversa e saber o que acontece com o usuário do crack. Ademais, procure lugares que remetem boas memórias para a pessoa e tenha uma conversa calma sobre a situação e escute o que ele tem a dizer.

O dependente químico pode e vai cometer erros! Os quais irão machucar as pessoas próximas a ele. Também vai praticar coisas que vão de encontro a sua moral e que nem pensaria em fazer.

Ajuda especializada

Dessa forma quando estiver conversando com ele evite acusá-lo, afinal você precisa fazer com que ele confie em você e para isso além de estar aberto a conversa. Dessa forma, é preciso acolhê-lo, se acusá-lo ele vai acabar se afastando em vez de se aproximar.

Incentive a busca por ajuda médica especializada, somente ele poderá indicar os melhores tipos de tratamento para cada caso, assim como ajudar nos cuidados que se deve ter com o usuário de crack, o processo de pesquisa também é importante, para que você entenda os processos que poderão ser utilizados.

Procure ajuda também para si! As pessoas que acompanham o usuário de crack carregam parte do peso dessa doença, por conta da convivência. 

Por isso é importante que os familiares e as pessoas próximas procurem também tratamentos, sejam em grupos de autoajuda, psicoterapia ou outros tipos de tratamento.

Você precisa estar bem para poder ajudar o usuário de crack, já que se não estiver bem é mais fácil com que você também fique doente.

O que acontece com usuário de crack enquanto usa a droga?

O crack quando consumido vai direto para o sistema nervoso central, mais especificamente no centro de prazer do cérebro. Assim, modifica o sistema de busca e recompensa do cérebro.

O crack altera diretamente os neurotransmissores, responsáveis pela comunicação entre os neurônios e pela regulação de sensações como prazer e dor. A droga inunda o sistema de recompensa com hormônios do bem-estar, criando uma euforia tão intensa que o cérebro pode se viciar após pouquíssimas doses.

Além disso, a substância é um forte estimulante que provoca o aumento dos batimentos cardíacos, pressão arterial, excitação, sensação de bem-estar. Ademais, sensação de maior vigor físico e disposição mental, sudorese excessiva, euforia, sensação de poder e dilatação das pupilas são alguns dos efeitos que acometem usuário do crack.

De modo que esses efeitos são bastante intensos e de curta duração, reforçando a necessidade de consumir novamente, algumas pesquisas indicam que o Crack pode viciar fisicamente no primeiro ou segundo uso e psicologicamente até o quarto uso.

pessoa passando mal por causa do crack como lidar grupo recanto

Efeitos negativos do crack

O crack causa danos imediatos e tardios, agravados por misturas nocivas em sua composição. Nesse contexto, os efeitos de curto prazo surgem instantes após o consumo ou em poucos dias, comprometendo rapidamente a saúde do usuário devido à toxicidade da cocaína e dos aditivos químicos.

Esses efeitos incluem: Alterações de apetite e sono, podendo ter perda de apetite e insônia; náuseas; alucinações; irritabilidade, agressividade, ansiedade. Além disso, convulsões dependendo da dosagem; sensação de depressão e comportamentos anormais.

Os efeitos de longo prazo resultam do uso frequente por meses ou anos, degradando o corpo de forma agressiva e, muitas vezes, irreversível. O organismo sofre um colapso sistêmico que afeta desde o equilíbrio psíquico até o funcionamento de órgãos vitais, culminando em riscos constantes de morte súbita.

Como tirar vontade de usar a droga? [Primeiros passos]

Uma coisa que já posso lhe adiantar: muito dificilmente a pessoa conseguirá sair sozinha dessa situação degradante em que se encontra. 

No decorrer desse tópico irei lhe dizer o passo a passo de como lidar com a vontade de usar o crack.

Busque ajuda especializada

Primeiramente, é preciso buscar a ajuda de quem entende do assunto, com o auxílio de um médico é possível verificar como estão as condições físicas do usuário de crack. Desta forma ele recomendará os melhores tratamentos, inclusive se é necessário a internação ou não.

Deste modo, tratamentos com medicamentos, psicoterapias e tratamentos complementares como cuidados com alimentação e exercícios regulares irão ajudar a manter uma vida estável e com o acompanhamento médico ajudar a não mais depender da droga.

Clínica de internação

Uma vez visto a necessidade de internação, as clínicas de recuperação são uma ótima opção para o tratamento completo em relação à dependência química, tomando como exemplo o Grupo Recanto, aqui oferecemos um trabalho focado em reestruturar as áreas destruídas ou afetadas pela dependência química.

Uma vez que a dependência química é uma doença biopsicossocial, ou seja, afeta o biológico, o psicológico e o social ao mesmo tempo, é preciso um tratamento completo e que enfoque nas três áreas afetadas, assim oferecendo uma alta gama de tratamentos como psicoterapia, laborterapia, acompanhamento de nutricionistas e profissionais em educação física, acompanhamento por conselheiros e terapeutas em dependência química.

Pouco a pouco a pessoa vai se desassociando da ideia da droga e começando a pensar novamente por si e estruturar uma nova vida, a ideia de consumir e voltar a usar lentamente se vai.

Tratamentos complementares

Alimentação equilibrada e exercícios físicos são tratamentos complementares essenciais. Embora não resolvam a dependência sozinhos, eles ocupam a mente e ajudam o corpo a liberar naturalmente hormônios de prazer e bem-estar, elevando a qualidade de vida.

Sabendo lidar com o usuário de crack

O usuário de crack pode começar a mudar seu comportamento radicalmente em virtude de quando passou a consumir, pois é uma droga muito forte e quase não são encontrados casos de uso recreativo.

Ter paciência e vigilância é crucial, pois a agressividade pode surgir tanto no uso quanto na abstinência. Estar presente demonstra cuidado e evita que o paciente se sinta abandonado, mas a imposição de limites é indispensável para preservar a convivência e a sua própria saúde mental.


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grupo de apoio recanto

Como parar de usar crack?

Dessa forma, vencer o crack exige tratamento especializado devido à potência destrutiva da droga, que torna a recuperação solitária quase impossível. Um passo crucial nesse processo é a autodescoberta: o paciente precisa identificar os gatilhos emocionais e traumas que o levaram a usar a substância como escape.

Além do tratamento, a reinserção social e a vigilância constante são pilares para manter a sobriedade. Abandonar o crack é um desafio imenso, porém possível. O primeiro passo exige coragem, mas liberta o futuro do peso da droga, permitindo que o indivíduo retome sua autonomia e seu lugar na sociedade.

A importância do tratamento para usuário de crack

O tratamento para a dependência química do crack contribui não só para a saúde do usuário, mas como para a saúde de sua família. De certo modo, também é um bem social, de não mais influenciar outras pessoas ao redor para o uso.

O tratamento é vital para a segurança do usuário e o bem-estar de quem o cerca. É impossível ter qualidade de vida sendo suporte integral de alguém que sofre e, muitas vezes, destrata seus cuidadores. Priorizar a ajuda profissional protege a saúde da família e devolve o tempo e a dignidade de todos os envolvidos.

Nesse sentido, sem tratamento, a dependência apenas progride, destruindo a saúde do usuário e rompendo laços familiares de forma permanente. A intervenção profissional é a única maneira de salvar quem você ama de um ciclo que cega o paciente para a própria ruína, oferecendo a chance de reconciliação e o resgate da vida antes que seja tarde.

Conclusão

Muitos dependentes químicos podem até pensar que existe uma forma de parar de usar crack sozinho. Mas isso não acontece! É uma falsa ideia de controle sobre si mesmo, quando na verdade a própria droga já assumiu o controle da sua vida.

Muitos usuários mantêm a ilusão de controle, acreditando que podem equilibrar família, trabalho e consumo. Contudo, essa “estabilidade” é temporária e frágil. A dependência é uma doença progressiva que, inevitavelmente, cobra o preço, desmoronando os pilares da vida funcional conforme o vício se torna a prioridade absoluta.

Como lidar com usuário de crack é difícil, mas certamente não impossível, o Grupo Recanto está sempre disponível para lhe ajudar nesse problema, com mais de 13 anos de atuação na área da dependência química e contando com clínicas em Sergipe e Pernambuco, contamos com um tratamento especializado sobre a dependência química e com certeza lhe ajudaremos com a dependência do crack.

Agradeço por sua companhia até aqui e até nosso próximo texto!

Para saber mais sobre os vários tipos de tratamentos e sobre a clínica de recuperação, continue acessando nosso blog!

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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