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Fobia: entenda o que é e como tratar

Você provavelmente já ouviu falar em fobia, certo?
Mas qual seria as diferenças entre ela, o medo e o pânico?

Inicialmente, o conceito de medo está relacionado com uma resposta natural do corpo essencial para a manutenção da vida. Logo, quando o ser humano se encontra em uma situação de ameaça, o cérebro libera uma série de substâncias químicas responsáveis pela sensação de medo.

O pânico é caracterizado por crises de ansiedades repentinas e de curta duração. É comum nesses casos o paciente sentir a presença de um perigo iminente e isso acaba provocando crises de pânico que pode se transformar em um transtorno de pânico, caso não haja o acompanhamento necessário. 

Ela, por sua vez, é representada por um medo incontrolável que muitas vezes traz dificuldades para a vida do sujeito. Muitas delas podem ser encontradas em diferentes pacientes, como, por exemplo, a tripofobia, caracterizada pelo medo de furos ou superfícies irregulares.

Esse transtorno vem ocupando cada vez mais os espaços nas mídias e nos debates em geral, tanto que, o termo foi utilizado na criação de jogos eletrônicos como o “fobia game”, muito conhecido entre o público que consome esse tipo de conteúdo.

O que é fobia? 

Em primeiro lugar, a fobia é um tipo detranstorno mental com características ansiosas, que consiste em um medo exagerado associado a um fator estressor. Logo, normalmente esse medo irracional está relacionado com situações ou animais, por exemplo. 

Dessa forma, mesmo o objeto estressor não sendo tão perigoso quanto o sujeito que sofre dela imagina, é habitual que as situações de confronto provoquem um grande sentimento de ansiedade e terror. Além disso, é comum no transtorno que o sujeito tenha impactos sociais e modificações em sua rotina de vida em decorrência do quadro fóbico.

Como as fobias surgem? 

Uma série de fatores pode levar ao desenvolvimento dela. Entre eles, os fatores genéticos e a vivência de situações traumáticas são apontadas pelos especialistas como os principais agentes associados ao surgimento do transtorno. 

Nesse contexto, o medo fóbico pode surgir em qualquer fase da vida, contudo, nas crianças ele pode estar associado a alguma vivência fóbica dos pais que acaba sendo absorvida durante o convívio com esses familiares.

Quais os tipos mais comuns de fobia? 

Existem diversos tipos que podem se manifestar no indivíduo. Entre as principais estão: a claustrofobia, nictofobia, agorafobia, glossofobia, tanatofobia, aerofobia, hematofobia, acrofobia, ofidiofobia e entomofobia. Cabe destacar que as citadas – exceto a agorafobia –  fazem parte das chamadas fobias específicas  e chegam a afetar 13% das mulheres e 4% dos homens.

Além disso, também temos a fobia social onde o paciente tem medo de situações em público e estabelecimento de relações sociais, muitas vezes sendo confundidas com timidez e a acrofobia também conhecida como fobia de altura.

Claustrofobia 

Ela é caracterizada pelo medo e ansiedade exagerada de permanecer em ambientes fechados. Esse tipo específico tem relação com a agorafobia.  

Alguns dos principais sintomas presentes nela são: aceleração cardíaca, hiperventilação, tremores, perda dos sentidos e desorientação.

A exposição não controlada ao fator estressor pode levar o sujeito a uma distorção da realidade, ou seja, ficar dentro de um elevador, por exemplo, pode fazer a pessoa sentir que o ambiente está ficando cada vez menor, passando a ter sentimentos de terror, angústia e ansiedade, além de experiências de sufocamento.

Nictofobia 

Ela consiste no medo exagerado do escuro. É importante destacar que, durante a infância é normal a presença do medo não patológico do escuro, tendo em vista que, o estabelecimento do vínculo com os pais ou cuidadores ainda está em processo de estabelecimento e o medo de ficar só tende a se intensificar durante momentos de separação com as figuras parentais. 

O sujeito deve ser diagnosticado quando o medo do escuro passa a prejudicar a dinâmica de vida, trazendo grande ansiedade, angústia e sofrimento.

Os principais sintomas são: medo de sair à noite, ficar recluso em ambientes claros, atitude agressiva quando incentivado a frequentar ambientes escuros, além de sintomas característicos das crises de ansiedade.

Agorafobia 

É um transtorno caracterizado pelo medo exagerado de situações onde a ajuda ou uma saída não possam ser acessadas.

Alguns critérios são utilizados para o diagnóstico dela. Segundo o DSM-5 a presença de ansiedade e medo exagerado no transporte público, em espaços abertos ou fechados, em filas e no meio da multidão e em ficar sozinho em casa são indicativos desse transtorno quando aparecem pelo menos dois desses critérios durante seis meses ou mais.

Os sintomas presentes são muito parecidos com as manifestações características das crises ansiosas, entre eles: taquicardia, hiperventilação, sudorese, perda da consciência e vômitos.

Glossofobia 

Ela é um tipo de fobia específica caracterizada pelo medo de falar em público.

Indiscutivelmente, a fobia social ultrapassa a timidez comum ao gerar impactos severos na rotina escolar e profissional. Consequentemente, o medo desproporcional de interagir com desconhecidos deflagra um sofrimento psíquico paralisante no indivíduo. Efetivamente, a cronicidade dessas dificuldades sociais sinaliza a presença de um transtorno clínico estruturado. Logo, o diagnóstico precoce torna-se vital para restaurar a funcionalidade e a saúde emocional do sujeito.

Ela pode ter forte influência de experiências negativas da infância, além de se relacionar com fatores como baixa autoestima e superproteção parental. 

A presença de sintomas como: boca seca, tremores, sensação de desmaio e vômitos quando existe a necessidade de falar em público, são alguns dos indicativos. Nesse quadro, também é muito comum o processo de esquiva, ou seja, o sujeito tenta de todas as formas possíveis evitar o confronto com o medo.

Tanatofobia 

Ela é descrita como o medo exagerado de morrer onde qualquer situação, por mais simples que seja, pode provocar no sujeito ideias de uma morte iminente. 

Não é difícil encontrar pessoas que tenham medo de morrer, tendo em vista que, existem muitas dúvidas e questionamentos com relação ao fenômeno da morte. Contudo, quando esse sentimento passa a prejudicar o funcionamento normal do sujeito, o impossibilitando de realizar tarefas simples do dia a dia, temos a presença de um transtorno. 

Ela apresenta sintomas físicos e emocionais, entre eles: distorção da realidade, medo de ficar louco, alterações de humor, taquicardia, sensação de sufocamento e tremores.

Aerofobia 

Ela é representada pelo medo excessivo de meios de transporte voadores. É comum que ela venha associada a outros medos fóbicos como a claustrofobia. Pessoas com esse transtorno evitam de todas as maneiras possíveis viajar em veículos aéreos. 

O medo de viajar de avião pode estar relacionado com traumas do passado ou experiências de dificuldade ou quase morte em voos. 

Como em todas as fobias, é comum a presença de sintomas ansiosos durante a exposição ao medo, além disso, taquicardia, arritmia, impaciência e irritação , são características típicas dela.

Hematofobia 

A hematofobia ou hemofobia é definida como o medo demasiado de sangue. Pessoas que apresentam esse medo têm dificuldade de lidar com a ideia de tocar ou até mesmo ver sangue. É comum que elas evitem entrar em locais que aumentem a chance de seu contato com o líquido. 

A hematofobia pode ter diferentes origens, tendo relação com traumas do passado onde houveram situações de ferimentos ou lesões graves, medo de agulhas e objetos cortantes, além de poder estar associado com ideias de morte.

Os principais sintomas são: ansiedade antecipatória, ou seja, medo e sofrimento por um acontecimento ou situação antes que ele tenha acontecido; vômitos e desmaios. 

Ofidiofobia 

Ela é caracterizada pelo medo excessivo de cobras. Esse transtorno pode se tornar um problema sério quando a pessoa vive em ambientes propensos ao aparecimento desses animais, contudo, em pessoas que moram em espaços urbanos onde é mais difícil encontrar répteis, o transtorno pode passar despercebido.

Esse transtorno pode surgir após um trauma ou experiência negativa com cobras ou por influência comportamental de pais ou cuidadores. Segundo estudos de prevalência de transtornos, o medo de cobras é a segunda mais comum nos pacientes fóbicos.

Diferentes sintomas podem se manifestar na ofidiofobia, entre eles: Diarréia, confusão mental, desorientação, tremores e tonturas, desmaios e calafrios.

Entomofobia 

Ela faz referência ao medo exagerado de insetos. Pessoas que possuem esse transtorno podem acabar desenvolvendo mania de limpeza como uma forma de diminuir a chance do aparecimento de algum inseto nos locais frequentados.

Esse transtorno pode ser encontrado em duas formas. A entomofobia verdadeira que se relaciona com uma ideia, enquanto, a entomofobia falsa tem relação com com o contato real com algum inseto que acaba causando grande ansiedade.

Os principais sintomas encontrados são: choro excessivo, ataques de pânico vendo ou imaginando ver um inseto, esquiva e evitação de locais com maiores chances de haver insetos e dificuldade em controlar o medo.

Quais são os sintomas principais causados por fobia? 

Os diferentes tipos de transtorno compartilham alguns sintomas, como: o medo incapacitante, taquicardia, desmaios, choro, sentimento de ansiedade, desmaios, vômitos e desorientação. 

A manifestação do sintoma vai depender do nível de ansiedade provocado pela exposição ao fator estressor e o estado emocional do sujeito.  

Como ela pode surgir acompanhada de outras comorbidades psiquiátricas, é importante levar em consideração a saúde geral do paciente.

Como tratar fobias? 

O tratamento busca melhorar a maneira como o sujeito lida com os medos e as limitações provocados pelo transtorno. Atualmente, a técnica mais utilizada para o tratamento desse transtorno é a terapia de exposição.

Certamente, o uso conjunto de ferramentas terapêuticas permite o enfrentamento gradual e seguro dos medos. Paralelamente, uma rede de apoio estruturada aliada ao tratamento correto potencializa as chances de cura. Contudo, variáveis individuais e a adesão ao processo influenciam diretamente o desfecho clínico de cada paciente. Assim, a personalização da terapia garante que as causas específicas do transtorno recebam a abordagem mais eficaz e humanizada.

Psicoterapia  

Decerto, psicólogos de diversas vertentes clínicas tratam transtornos fóbicos além da abordagem comportamental. Inegavelmente, a psicanálise oferece contribuições profundas ao investigar as raízes inconscientes e o significado do medo. Ademais, esse entendimento ampliado diversifica as estratégias de cuidado e manejo clínico do paciente. Logo, a pluralidade de abordagens garante um suporte terapêutico abrangente e adaptado às necessidades subjetivas do indivíduo.

Além disso, o paciente deve se sentir à vontade com as técnicas utilizadas pelo psicoterapeuta, ou seja, cada paciente é único e cabe a ele ver em quais técnicas será possível se desenvolver para ter uma melhor qualidade de vida dentro da psicoterapia.

Terapia de exposição 

Primordialmente, a exposição controlada ao estímulo estressor fundamenta-se na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Efetivamente, esta técnica científica habitua o paciente à situação temida em um ambiente de total segurança. Invariavelmente, a abordagem demonstra alta eficácia clínica no tratamento de diversos transtornos ansiosos e fobias. Logo, a dessensibilização sistemática reconstrói a confiança do indivíduo e extingue o comportamento de esquiva emocional.

Medicamentos 

Indiscutivelmente, a psicoterapia lidera a eficácia no tratamento de fobias e transtornos de ansiedade. Simultaneamente, fármacos como lorazepam e anafranil mitigam crises agudas em situações de confronto inevitável com o medo. Todavia, a prescrição médica rigorosa torna-se indispensável para evitar riscos à saúde e dependência. Logo, a combinação entre acompanhamento clínico e terapêutico reestabelece o equilíbrio emocional do paciente com segurança.

Conclusão 

Os estudos sobre a fobia vêm ganhando cada vez mais o interesse de pesquisadores e pessoas que sofrem com o transtorno. É importante que os próprios pacientes e familiares busquem informações para entender melhor a diversidade de tipos e tratamentos.

Entender as especificidades de cada tipo é essencial na busca dos melhores tratamentos, adequando as técnicas de intervenção e entendendo a subjetividade de cada paciente.

Vale ressaltar que o acompanhamento do profissional de saúde é indispensável nos quadros desse transtorno. Tendo em vista o grande potencial ansioso do quadro, o uso de medicamentos pode ser uma boa opção, trazendo benefícios com relação ao medo e o estresse causados pela exposição.

Inegavelmente, monitorar sintomas fóbicos permite a busca imediata por intervenção clínica especializada. Consequentemente, o diagnóstico precoce interrompe o ciclo de complicações e acelera a recuperação do bem-estar. Efetivamente, o tratamento ágil restaura a qualidade de vida antes que o sofrimento se torne crônico. Portanto, a vigilância constante sobre as fobias assegura resultados terapêuticos mais eficazes e duradouros

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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