A heroína é uma das drogas mais nocivas do mundo!
Substâncias parecidas com heroína são amplamente usadas para meios médicos e terapêuticos, mas o que a diferencia das outras drogas é a sua extrema dependência química e psicológica que gera no usuário desde o primeiro uso.
O que é heroína?
A heroína (diacetilmorfina) é um derivado semissintético da morfina, extraída do ópio. Logo, criada originalmente para ser um analgésico potente e seguro, acreditava-se, na época, que ela seria menos viciante que a própria morfina, o que se provou um erro trágico.
A heroína é uma droga ilícita, ou seja, ilegal, pois seus efeitos eufóricos e com rápida sensação de prazer e poder trazendo efeitos colaterais drásticos e de rápido efeito no organismo.
Primordialmente, a medicina da época acreditava ter criado um composto superior que eliminaria a crise dos opioides do século XIX. Nesse sentido, a descoberta da conversão metabólica revelou que a heroína era, na verdade, um sistema de entrega de morfina muito mais potente e rápido. Ademais, essa ironia histórica resultou em uma epidemia de dependência ainda mais grave do que a que se pretendia curar. Portanto, o episódio serve como um alerta clássico sobre os riscos de lançar substâncias no mercado sem estudos de longo prazo sobre o metabolismo humano.
Como surgiu a droga heroína?
A heroína se dissipou pelo mundo como um remédio antitosse e analgésico, após a segunda guerra mundial junto com outros opióides, seu amplo uso como um analgésico clandestino ou pelo seu efeito eufórico se dissiparam pelos campos de batalha do Vietnã e outras guerras.
Se espalhando como uma droga de consumo ilegal accessível para a população em geral no fim da década de 1980, porém está mais atual do que nunca como podemos ver na epidemia de uso de heroína durante 2016 e 2017 nos Estados Unidos da América.
Como mostra a reportagem do jornal diário espanhol El PAÍS, durante essa epidemia de opioides morreram mais pessoas do que no período da guerra do Vietnã.
Produção da droga
A heroína tem sua origem com Alder Wright, um químico do hospital Saint mary’s, localizado em Londres, que sintetizou a diacetilmorfina, inicialmente para ser uma versão melhorada da morfina, mais eficiente e com menos efeitos colaterais
Após uma série de tratamentos na morfina com ácidos orgânicos, chegou-se na heroína, assim é preciso extrair o ópio das cápsulas de flores de papoula, refinar a morfina e depois novamente refinar para se obter a heroína.
Uso da heroína

Ademais, a heroína é consumida principalmente por via injetável devido à absorção imediata, sendo a preferência no uso recreativo. Entretanto, também pode ser inalada, fumada, ingerida oralmente ou absorvida pela pele, variando a intensidade e a velocidade dos efeitos.
Nesse contexto, a proibição global reflete o perigo social e biológico de uma substância que sequestra o sistema de recompensa do cérebro. Nesse sentido, o uso clínico utiliza a diamorfina (nome médico da heroína) apenas quando outros opioides potentes, como a morfina, falham no controle da dor. Ademais, essa regulamentação pesada visa impedir que o estoque hospitalar desvie para o mercado ilegal. Portanto, a heroína é tratada mundialmente como uma droga de altíssima periculosidade, com exceções médicas mínimas e controladas.
Como a heroína e outras drogas surgiram a partir de remédios convencionais?
Durante a história da humanidade muitas drogas já passaram por uma fase medicinal até que se conheceu que seus efeitos negativos são maiores do que os positivos.
Drogas que já foram tidas como medicinais ou já fizeram parte de remédios incluem, além da heroína: A maconha, a cocaína, o LSD, anfetaminas, ecstasy, GHB e outras drogas advindas do ópio.
Dessa forma, quando a heroína é excluída da prática médica, surge um mercado ilegal lucrativo. Logo,traficantes exploram a dependência alheia para lucrar, ignorando os efeitos colaterais devastadores e a periculosidade da substância, que é vendida sem qualquer controle de pureza ou dosagem.
Seus efeitos eufóricos e alucinógenos que algumas possuem são excelentes para o consumo recreativo, pois muitos apenas querem o efeito desejado sem se importar com as consequências.

Efeitos da heroína no organismo
Como a principal forma de consumo da heroína é o método de injeção, ela chega muito rapidamente ao sistema nervoso e pode ter efeitos que duram em torno de 4 horas.
A heroína possui efeitos analgésicos, reduzindo a dor, mas provocando euforia e retirando efeitos de cansaço, contudo ao contrário do que se pensa a heroína é uma droga depressora do sistema nervoso.
Embora cause euforia imediata, a heroína é um depressor que reduz drasticamente as funções cognitivas. O usuário entra em um estado de sonolência profunda (“nodding”), perde a autocrítica e a noção da realidade, enfrentando uma depressão intensa assim que os efeitos iniciais desaparecem.
Principais sintomas causados pelo uso da heroína

Inicialmente, essas substâncias provocam efeitos físicos graves, como tonturas, náuseas e cansaço extremo nos membros. Além de comprometer os sentidos (cegueira, surdez ou perda de olfato), elas causam sonolência profunda, inflamações e uma queda perigosa nos ritmos cardíaco e respiratório.
Ela também causa sintomas de efeito psíquico, como delírios, perda de memória, perda de consciência, ideação suicida, humor depressivo intenso, coma e inclusive a morte em alguns casos.
Há também o risco de desenvolvimento de doenças altamente transmissíveis, por conta do compartilhamento de seringas e de comportamentos de risco, em especial HIV/AIDS, mas também pode ser o foco de transmissões de outras infecções.
Consequências de curto prazo
Dessa forma, a coceira ocorre porque a heroína estimula a liberação direta de histamina no organismo. Nesse sentido, o cérebro alterna rapidamente entre estados de alerta e sedação profunda, afetando a capacidade de julgamento. Ademais, a redução do ritmo cardíaco compromete a oxigenação dos tecidos desde os primeiros momentos de uso. Portanto, mesmo uma única exposição submete o sistema cardiovascular e neurológico a um estresse extremo e imprevisível.
Esses efeitos iniciais podem trazer prejuízos na realização de atividades, por exemplo, pessoas que acabaram de usar a heroína devem evitar dirigir ou realizar atividades que demandam um nível maior de atenção.
A depressão respiratória é um dos riscos a curto prazo mais sérios do uso da Heroína. Logo, estápresente em casos de overdose e podendo levar à morte da pessoa.

Consequências de longo prazo
A se tratar do uso a longo prazo da heroína pode acarretar comprometimento da circulação sanguínea, por conta de danos venosos e infecções sanguíneas, assim como em dependência química.
Além do HIV, o compartilhamento de seringas transmite hepatites B e C e sífilis, doenças que sobrecarregam o fígado e o sistema imunológico. Além disso, o uso intravenoso também causa inflamações graves nas válvulas cardíacas (endocardite) e embolias pulmonares, devido a partículas que bloqueiam a circulação nos pulmões.
Pode gerar abcessos (bolhas de pus) em órgãos internos, osteomielite, espondilite, sacroileíte, pneumonia, assim como tétano e em alguns casos botulismo.
Nesse sentido, o uso contínuo e prolongado de heroína injetável pode causar a necrose dos tecidos nos locais de aplicação, destruindo pele, músculos e veias. Frequentemente, a alta letalidade da droga interrompe a vida do usuário por overdose ou infecções sistêmicas. Isso, muito antes de o corpo atingir esse estágio avançado de decomposição tecidual.
Como acontece o exame toxicológico da heroína
O exame toxicológico consegue detectar a presença de heroína no organismo da pessoa por um período de até 180 dias após o consumo da substância. A coleta do material é feita a partir de amostras de DNA. Além da heroína, muitas outras drogas também podem ser detectadas por esse exame.
Impactos sociais causados pelo uso da heroína
O uso da heroína, assim como o uso de drogas no geral, causam impactos muito fortes na sociedade. Nesse contexto, as substâncias psicoativas tem grande poder alienador, tirando a função de ser operante que tem o ser humano dentro da sua sociedade.
Por conta da grande dependência pelas substâncias as pessoas acabam perdendo sua funcionalidade, sendo refém da mesma. Com isso, abrindo portas para criminosos produzirem e lucrarem em cima da dependência química, alimentando a fissura do cidadão.
Com isso a criminalidade é financiada, e até mesmo as famílias são impactadas. Nesse sentido, um familiar dependente muitas vezes se torna agressivo, manipulador, acabando até por cometer atos criminosos tais vivências. Isso causa grandes traumas psicológicos a aqueles que presenciam para conseguir seu objetivo de consumir uma droga.
Sendo assim as pessoas, que consomem substâncias químicas como a heroína, gastam tudo que tem para conseguir de novo a substância, gerando até mesmo mais moradores de rua, sendo assim causando vários impactos sociais.

Prevenção ao uso de heroína
Primordialmente, a prevenção eficaz não se baseia apenas no medo, mas no fornecimento de dados científicos e apoio emocional. Nesse sentido, as campanhas devem ser adaptadas para diferentes faixas etárias, usando linguagens que ressoem com a realidade de cada público. Ademais, fortalecer os vínculos familiares e escolares atua como um fator de proteção contra a influência de grupos de risco. Portanto, investir em educação preventiva é muito mais humano e menos custoso do que tratar as sequelas irreversíveis da dependência química.
Ademais, é possível fazer trabalhos terapêuticos que ajudam o usuário a compreender a origem da sua angústia e o que faz o mesmo recorrer ao uso. Isso promove novas significações de si mesmo.
A procura de ajuda, o programa de passos, assim como o trabalho medico e terapêutico são cruciais, para a prevenção ao uso. Logo, é fundamental para uma nova perspectiva de vida para que esta a margem e vulnerável as drogas.
A importância de procurar ajuda
Qualquer tipo de dependência química precisa de um uma ajuda especializada para que a pessoa possa se recompor. Afinal, é uma doença que afeta não só a pessoa, como também as diversas áreas de sua vida e família e amigos ao seu redor.
Assim, tentar se recuperar sozinho é a primeira tentativa de qualquer dependente, normalmente apenas procura ajuda quando se enxerga num beco sem saída.
A grande questão é que desde o momento em que as ações de uma pessoa são determinadas pela droga, seja na família, no trabalho, nas relações sexuais, já está errado. Pois, aquilo que começou com a intenção de ser uma fuga de sua rotina, já controla toda a sua vida.
Portanto é necessário que a pessoa ou seus familiares busquem ajuda, pois nessa situação é difícil, é como andar por um deserto. Porém, com sorte talvez você saia dele sozinho, mas com um guia tudo muda, é mais fácil seguir pelo caminho certo.
Aqui há um caminho para uma nova vida!
Leia também: Como Ajudar um Dependente Químico: 6 Maneiras Reais e Práticas
A overdose de heroína: Saiba como ajudar o dependente
Primordialmente, a heroína atua deprimindo o sistema nervoso central e os centros respiratórios de forma avassaladora. Nesse sentido, o cérebro do usuário iniciante não possui mecanismos de adaptação para processar a carga química da substância. Ademais, a pureza variável da droga nas ruas impede que o indivíduo saiba a quantidade real que está ingerindo. Portanto, o risco de parada respiratória é altíssimo desde a primeira exposição, transformando a experimentação em um evento potencialmente fatal.
Durante uma overdose de heroína é comum que aconteça a perda de consciência, confusão mental e física, ritmo cardiorrespiratório acelerado, náuseas, vômitos, convulsões. Isso acontece pois o corpo não consegue processar ou eliminar o alto nível da substância presente no organismo. Assim, ela continua causando danos sem que o corpo consiga reagir rápido o suficiente.
Logo, durante uma overdose não há muito que se possa fazer em apoio médico, então o primeiro passo é pedir socorro, números como 192 (SAMU) e 193 (Corpo de bombeiros) costumam ajudar em situações de emergência.

Nesse sentido, em casos de perda de consciência por overdose, nunca deixe a pessoa deitada de costas; coloque-a na posição lateral de segurança para evitar asfixia por vômito. Além disso, afaste objetos perigosos para prevenir ferimentos durante possíveis convulsões, garantindo a proteção física até a chegada do socorro.
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Heroína: Conheça os tratamentos para dependência química desta droga
Como a dependência química é uma doença multicausal e por isso biopsicossocial, não a tratamento sozinho que consiga resolver o problema. Por isso, a saída é uma proposta de tratamento que engloba resolução de problemas para as áreas sociais, psicológicas e biológicas da doença.
Ainda assim existem três tratamentos que são fundamentais para a recuperação da dependência química da heroína. Neles, estão a psicoterapia, o uso de medicamentos quando necessário e a prática da internação.
Nesse sentido, as diferentes abordagens psicoterápicas ajudam a ir mais a fundo naquilo que é a origem dessa dependência. Além disso, como tratar as sequelas emocionais deixadas pelo processo da doença e adicção.
Os medicamentos ajudam a regular os níveis hormonais e dos neurotransmissores responsáveis pelas emoções e sensações como alegria, raiva, tristeza etc. Além disso, ajudam a minimizar os sinais e sintomas da dependência da heroína e também de sua abstinência. Tudo para que a pessoa possa passar por esse momento de recuperação o mais consciente e saudável possível.
Nesse sentido, a internação promove o afastamento físico da droga e oferece suporte de uma equipe multiprofissional, unindo psicoterapia e medicamentos. Embora o termo pareça drástico, esse tempo é essencial: assim como o corpo exige repouso para curar feridas físicas, a mente precisa de isolamento e cuidado especializado para cicatrizar feridas emocionais e psicológicas profundas.
Conclusão
Por muito tempo achou-se que a heroína fosse apenas um problema de outros países, mas não do Brasil.
Porém no início dos anos 2000 a droga entrou no país e se disseminou primeiramente a partir de São Paulo.
Ainda que não seja um problema tão expressivo como o Crack, a Maconha, LSD e outras drogas em questão de quantidade, a heroína é extremamente perigosa pois pode viciar desde sua primeira dose.
Além do fato de estar lentamente se tornando mais popular por aqui, já que as apreensões da droga pela polícia ficam espaçadas entre anos uma da outra, a última ocorreu em 2019, mas foram encontrados 46 quilos no aeroporto galeão.
Assim, sabendo da periculosidade dessa droga é quase um perigo assumir que aquele que faz uso dessa droga conseguirá sequer passar pela fase de uso recreativo. Logo, a maior chance é que se torne um dependente ainda nos primeiros usos.













