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Veja 5 maneiras de como ajudar um dependente químico

Saber como ajudar um dependente químico é uma angústia comum para quem vê alguém querido perdido no uso de drogas. 

O medo, a insegurança e a sensação de impotência são reais. 

E os dados mostram a urgência do tema: o uso prolongado de drogas está associado a mais de 200 problemas de saúde (Ministério da Educação).

Só em 2021, 39,5 milhões de pessoas no mundo sofreram com transtornos graves por dependência (UNODC). 

Neste cenário, entender como ajudar um dependente químico não é sobre ter todas as respostas, e sim sobre oferecer o apoio certo, mesmo quando a situação parece sem saída. 

Então, se você já se pegou sem saber o que dizer, se sentiu impotente diante das recaídas ou teme pelo pior, fique aqui. 

Ao longo deste artigo vamos juntos entender desde abordagens que abrem portas até medidas necessárias quando a vida está em risco, sempre com um pé na realidade e outro na esperança.

O que é a dependência química?

O que é a dependência química?

A dependência química é uma doença crônica que afeta o cérebro e o comportamento da pessoa, logo, faz com que ela perca o controle sobre o uso de substâncias, mesmo quando sabe dos danos que causam.

Ou seja, ela passa a ter uma relação de compulsão, tolerância e abstinência com a substância, como álcool, cocaína ou crack, o que compromete sua saúde, suas relações e sua qualidade de vida.

Segundo o Ministério da Educação, o uso prolongado de drogas está ligado a mais de 200 problemas de saúde, além de aumentar riscos de violência e acidentes. 

Além disso, dados do Relatório Mundial sobre Drogas (UNODC, 2021) mostram que:

39,5 milhões têm transtornos graves relacionados ao uso (crescimento de 45% em 10 anos).

13,2 milhões de pessoas injetaram drogas (aumento de 18% em um ano);

296 milhões usaram drogas em 2021 (alta de 23% na década);

Os números assustam, mas há esperança: com apoio certo, a recuperação é possível. O primeiro passo é entender que o dependente não está sozinho. E nem a família.

Quais são os sintomas de uma pessoa com dependência química? 

Perceber que alguém está enfrentando a dependência química é difícil, principalmente nas fases iniciais, porque os sinais costumam aparecer aos poucos e se intensificam com o tempo, conforme o uso da substância se torna mais frequente e descontrolado.

Então, é importante observar mudanças no comportamento e na rotina, como:

  • deixar de lado atividades do dia a dia, como trabalho, estudos ou hobbies que antes eram importantes;
  • se afastar de amigos e familiares, muitas vezes trocando convívios antigos por novos grupos ligados ao uso de drogas;
  • negligenciar a aparência e os cuidados básicos, como higiene pessoal;
  • mudanças bruscas de humor, com irritação fácil, ansiedade ou apatia sem motivo claro.

Esses sinais não surgem todos de uma vez, e cada pessoa pode demonstrá-los de forma diferente. 

Por isso, para quem está em busca de como ajudar um dependente químico, ter um olhar atento e acolhedor faz toda a diferença.

Como funciona a mente de um dependente químico?

A mente de uma pessoa com dependência química passa por alterações que afetam o julgamento, o autocontrole e a tomada de decisões. 

Deste modo, a busca pela droga vira uma necessidade urgente, como fome ou sede.

Isso porque o prazer imediato do uso domina a razão e o cérebro passa a associar o uso da substância a prazer e alívio, logo, cria um ciclo difícil de romper.

Por exemplo, um alcoólatra pode prometer “só um drink”, mas, uma vez que começa, perde o controle.

E isso acontece não por falta de caráter, mas porque o cérebro dele já está reprogramado para priorizar o álcool acima de tudo.

Como ajudar um dependente químico?

Aqui, listamos 6 abordagens práticas de como ajudar um dependente químico, desde a empatia até comunicação, pesquisa e intervenção.

1. Ter empatia é essencial

Se você se pergunta qual o primeiro passo para ajudar um dependente químico, a resposta é: empatia.

Ser compreendido é um aspecto fundamental para que o dependente químico consiga confiar em alguém. 

Para isso, você precisa se colocar no lugar da pessoa, ser compassivo, compreensivo e tratá-la como gostaria de ser tratado. 

Julgar está fora dos seus limites, por mais difícil que seja evitar. 

Ser respeitoso e atencioso, por outro lado, pode fazer de você um porto seguro no processo de desintoxicação e recuperação.

Lembre que estamos falando de uma doença. 

Não é como se a pessoa quisesse estar naquela situação ou como se ter força de vontade fosse suficiente para deixar a dependência para trás.

É algo muito mais complexo ‒ e seu apoio é fundamental. 

2. A comunicação pode abrir portas

Ter um diálogo aberto e livre de preconceitos é outra atitude muito bem-vinda quando falamos de como ajudar um dependente químico.

Demonstre para o dependente que você se importa com ele, com sua saúde e com o seu bem-estar. 

Mesmo que, em um primeiro momento, essa postura não seja valorizada, com uma boa dose de insistência, passando de fase por fase, ela será aceita.

A ideia é que você deixe claro que deseja fazer parte desse momento importante da vida do adicto e que está ciente dos desafios.

Não tenha medo de ser honesto e tocar em assuntos mais complicados e dolorosos. 

Ainda que exijam um jeitinho, eles precisam ser abordados.

3. Pesquise e tenha conhecimento sobre o assunto

Você não precisa ser um especialista para conhecer alguns detalhes da dependência química. 

Hoje em dia, com a internet à disposição, é possível realizar pesquisas e ter acesso a informações relevantes que podem ajudar a contornar situações difíceis.

Por exemplo, quanto maior for a riqueza de detalhes que você conseguir apresentar a um especialista no momento da internação, mais ferramentas ele terá ao seu alcance para escolher qual é a terapêutica mais indicado

Aqui no blog da Clínica Hospitalar Recanto, por exemplo, sempre temos dicas importantes não apenas para quem vive a dependência química, mas para quem precisa acompanhar essa realidade de perto, como você, que procura por como ajudar um dependente químico neste artigo.

4. Realize uma intervenção

Pesquisar sobre a dependência química e demonstrar preocupação com a saúde do adicto são medidas importantes, mas que podem ser insuficientes.

O próximo passo de como ajudar um dependente químico é mostrar para a pessoa que você ama que ela precisa de ajuda e que a intervenção é a saída mais segura.

É possível que haja uma certa resistência no começo, mas isso é normal. 

Se for preciso confrontar o dependente com realidades mais duras, não hesite em utilizar esse último recurso. Acredite: o medo e o choque podem ajudar a encaminhar a aceitação.

Você pode sugerir o programa de uma clínica de reabilitação e até traçar um plano de tratamento, mostrando que a desintoxicação é possível, com dados reais. 

O importante é manter um posicionamento firme e não desistir.

5. Esteja sempre de braços abertos para o dependente químico

É comum que a relação com um dependente químico se agrave com o tempo, trazendo problemas em diferentes esferas.

No entanto, é importante que essas questões sejam deixadas de lado, ao menos momentaneamente, para que a recuperação do adicto seja plena.

Ele deve se sentir amparado e pertencente a algum lugar ‒ caso contrário, pode se ver solitário e retomar o vício.

Por isso, no processo de como ajudar um dependente químico, esteja sempre de braços abertos para acolher quem você ama. Ele precisa de compreensão e de uma rotina estruturada. 

6. Incentive a participação em grupos de apoio

Indo mais ou menos na mesma linha da dica anterior, outra medida importante para a recuperação plena de um dependente químico é a sua presença assídua em grupos de apoio.

A participação nessas reuniões é uma excelente maneira do adicto compartilhar suas experiências com outras pessoas que passaram por situações semelhantes às dele. 

E o melhor: sem qualquer tipo de julgamento.

Faz parte do processo de recuperação reconhecer o seu vício perante os outros, encontrar na espiritualidade e na fé uma maneira de recomeçar, restabelecer propósitos, realizar reparações em relações abaladas e repassar ensinamentos adiante.

Tudo isso é trabalhado nas irmandades de mútua ajuda que se baseiam no programa dos 12 passos

Portanto, uma das formas de como ajudar um dependente químico é incentivar sua ida nos grupos de apoio, tanto durante o período de internação quanto no pós-tratamento.

Aliás, existem entidades voltadas para familiares e amigos de adictos também. Entre as mais conhecidas estão Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e Amor Exigente. 

Participar de reuniões como essas podem ajudar você a lidar melhor com a dependência química de quem ama.

 Como ajudar um dependente químico que recaiu?

Recaídas fazem parte do processo, e para ajudar alguém, o essencial é não julgar, mas incentivar a retomar o tratamento, voltar aos grupos de apoio e reconstruir hábitos saudáveis. 

Na recaída, buscar ajuda profissional de novo é a peça-chave. Cada tentativa conta, portanto, não desista. 

A recuperação é uma jornada, e cada recomeço é um passo à frente, não um fracasso. 

Paciência e apoio fazem toda a diferença em como ajudar um dependente químico que recaiu.

Mas e se o dependente químico não quiser ser ajudado?

Quando o dependente se recusa a aceitar ajuda e está em risco grave, a internação involuntária ou compulsória pode ser necessária:

  • involuntária: familiares solicitam a internação (sem consentimento do dependente), com aval médico;
  • compulsória: um juiz autoriza com base em laudo médico, mesmo sem aprovação da família.

São medidas duras, mas às vezes vitais quando há perigo iminente. 

Nesses casos, busque orientação em clínicas especializadas, como a Clínica Hospitalar Recanto, para entender o melhor caminho.

Porque muitos dependentes químicos recusam ajuda? 

No início, é comum o usuário achar que tem tudo sob controle. “Paro quando quiser” é o pensamento padrão. 

Isso ocorre porque a doença distorce a percepção, logo, faz com que ele não enxergue os danos que as drogas causam. 

Muitos até acusam a família de drama, dizendo que estão inventando problemas.

Mas atenção: essa resistência faz parte da doença. Não é pessoal. 

Por isso, mesmo quando rejeitada, a ajuda deve continuar sendo oferecida, com paciência, mas sem deixar de mostrar a realidade. 

Uma hora, esse apoio pode fazer a diferença entre continuar no vício ou buscar recuperação.

Como convencer um dependente químico a se tratar?

Não existe fórmula mágica, mas algumas estratégias podem abrir os olhos do dependente:

  • mostre as consequências (sem dramatizar): aponte de forma objetiva como o vício está afetando a saúde, relações e vida dele; aqui, exemplos concretos funcionam melhor que discursos;
  • use o “impacto emocional controlado”: em casos graves, mencionar riscos reais (como overdose, perda da guarda de filhos ou prisão) pode ser necessário, mas sempre com cuidado, sem ameaças vazias;
  • ofereça ajuda concreta: em vez de só dizer “você precisa se tratar”, mostre caminhos, marque uma consulta, leve a um grupo de apoio ou apresente históricos de quem se recuperou;
  • não espere o “pedido de ajuda”: dependentes raramente admitem o problema sozinhos, então, a iniciativa precisa vir de quem está ao redor, mas sem forçar uma decisão imediata.

Perguntas frequentes sobre como ajudar um dependente químico

Reunimos aqui os principais questionamentos mais comuns sobre como ajudar um dependente químico. Confira.

Ajuda espiritual para dependente químico funciona?

Sim, trabalhar a espiritualidade é importante.

Inclusive, uma das etapas do programa dos 12 passos é encontrar um poder superior. 

Essa ação, no entanto, não pode ser isolada e deve ser acompanhada de um tratamento especializado.

Como agir com um marido dependente químico?

As orientações para ajudar um marido dependente químico não são muito diferentes das utilizadas para outros adictos. 

Talvez, seja mais difícil convencer o cônjuge da necessidade de tratamento, mas esse ainda é o melhor caminho. 

Se encontrar resistência, busque ajuda de outros familiares e avalie se é o momento de recorrer à internação involuntária. 

Agora você já sabe como ajudar um dependente químico

Entender como ajudar um dependente químico é uma jornada que exige paciência, persistência e muita força de vontade. 

Como você viu, não existe fórmula mágica, mas cada gesto de apoio, desde uma conversa sem julgamentos até a busca por tratamento especializado, é um passo que faltava para mudar uma vida.

Reforçamos que recaídas e resistência fazem parte do processo, mas não significam o fim. 

Com o acompanhamento certo e uma rede de apoio fortalecida, a recuperação se torna possível. 

O mais importante é nunca desistir: enquanto houver cuidado e esperança, sempre haverá caminho.

Se precisar de orientação, busque ajuda profissional com o time da Clínica Hospitalar Recanto. Você não está sozinho nessa. 

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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