Oalcoolismo é um transtorno do uso do álcool que pode causar sérios danos à saúde física e mental de uma pessoa. Ele é caracterizado pelo consumo compulsivo de álcool, mesmo quando isso causa problemas significativos na vida da pessoa, como relacionamentos ruins, dificuldades no trabalho ou na escola, ou problemas de saúde. O alcoolismo também pode levar a complicações graves, como doenças hepáticas, problemas cardíacos e até mesmo câncer.
Decerto, o alcoolismo afeta 10% da população brasileira. Simultaneamente, os homens lideram as estatísticas com 70% dos diagnósticos. Ademais, muitos são pais que enfrentam a dependência há décadas. Efetivamente, esse histórico prolongado impede que o indivíduo reconheça a própria doença.
Sendo assim, muitos deles podem representar um risco para a família, pois no alcoolismo existem alguns sintomas relacionados como por exemplo a irritabilidade e a agressividade quando a pessoa se encontra em fase de abstinência.
Certamente, o alcoolismo gera danos físicos e mentais graves ao dependente. Invariavelmente, essas consequências atingem também o círculo familiar próximo. Lamentavelmente, filhos tornam-se alvos frequentes de abusos e agressões devido à sua vulnerabilidade. Por fim, essa violência gera traumas profundos que destroem o afeto na relação entre pai e filho.

Quais são os principais sintomas de alcoolismo?
O alcoolismo assim como todas as doenças apresentam sintomas, e elas podem ter origem tanto comportamental quanto física e mental, afetando a saúde geral do sujeito, aqui iremos apresentar os sintomas e como eles se caracterizam.
Necessidade de beber
Primordialmente, as substâncias químicas do álcool viciam o organismo ao gerar prazer e reduzir inibições. Consequentemente, o usuário busca a bebida repetidamente para reviver breves sensações de felicidade. Contudo, o corpo desenvolve resistência à substância rapidamente. Logo, o dependente aumenta as doses para atingir o estado de embriaguez desejado.
Agressividade
Um dos efeitos mais perigosos do alcoolismo tanto para o usuário quanto para seus familiares é a agressividade, pois ela tem um potencial de causar agressões físicas e verbais para as pessoas que convivem com o usuário, acabando por ser um grande produtor de traumas.
Decerto, a agressividade alcoólica destrói os laços entre pais e filhos. Principalmente, a vulnerabilidade infantil torna a criança um alvo fácil para abusos. Ademais, a incompreensão sobre a doença faz o menor aceitar a violência como culpa própria. Portanto, esse ciclo de agressões verbais e físicas consolida traumas familiares profundos.
Relações familiares e pessoais afetadas
Quando o sujeito se encontra em estado de alcoolismo ele não reconhece seu vício, e por sua vez a dependência causa muitas consequências, a alta ingestão de álcool pode levar a uma embriaguez em que o sujeito não se limita mais nem reflete sobre seus atos e começa a ter descontrole do seu consumo.
Sendo assim, com seus comportamentos disfuncionais, como ser agressivo, ter uma irritabilidade alta, não ter limites, acaba afetando em suas relações familiares, deixando um relacionamento desgastado, e muitas vezes carregado de traumas.
Dependência
Inquestionavelmente, o alcoolismo surge quando o indivíduo perde o controle sobre os próprios limites. Frequentemente, usuários utilizam a embriaguez como anestesia para escapar de angústias psicológicas. Paralelamente, a substância altera a química cerebral e consolida a dependência mental. Em suma, esse ciclo vicioso impede o controle voluntário do consumo e agrava o sofrimento pessoal.
Abstinência
A abstinência é um processo que acontece no organismo de um usuário de substâncias químicas quando este passa por um certo período de tempo sem consumir adroga. Nesse período, o organismo junto a mente do dependente começa a reagir diante da falta da substância e isso pode causar irritabilidade e agressividade.
Por conta da falta do consumo do álcool, o usuário também começa a manipular o que está em seu alcance para que ele consiga ter acesso a bebida, sendo assim, muitas pessoas sofrem quando o dependente está em abstinência e principalmente seus filhos, que podem se deparar com cenas de agressões e podem ser manipulados pelo pai que bebe demais, que se aproveita das pessoas ao seu redor para sustentar seu vício.
Alucinações
O consumo exacerbado de álcool causa alterações nocivas em nosso cérebro, de forma que sua química muda e seus receptores perdem eficiência e muitas vezes causando danos neurológicos que facilitam o surgimento de psicoses, muitas vezes essa degeneração causam alucinações, que podem ser perigosos, pois podem colocar em risco a vida do usuário e de outras pessoas.
Uma vez que uma alucinação pode ter características de perseguição ou pensar que uma certa pessoa está prestes a fazer algo com ele mesmo, pode ocasionar um comportamento agressivo e fora de controle.
Tremores
O alcoolismo faz com que o grande consumo de bebidas alcoólicas aumentem a concentração da substância no nosso organismo, percorrendo nosso corpo inteiro na nossa corrente sanguínea. O álcool é uma substância altamente tóxica, e quanto maior sua dose consumida, mas toxicidade é atraída para o nosso corpo fazendo alterações no organismo, ao chegar no nosso cérebro essa droga é absolvida pelo órgão que causam alterações nos neuroreceptores, acabando por proporcionar defasagem no campo neurológico, refletindo em nossos reflexos.
A partir dessa nocividade neural, o álcool começa a ter influências em todo sistema nervoso, causando espasmos musculares que por sua vez resulta em tremores, sendo um dos efeitos colaterais do consumo impróprio de bebidas alcoólicas.
Confusão cognitiva
A confusão cognitiva é um estado mental que está associado ao rebaixamento da consciência e também na alteração do fluxo de pensamentos, onde também implica nos desempenhos das funções cognitivas.
A substância alcoólica faz com que o sujeito entre em estado de embriaguez onde existem danos nas suas estruturas neurológicas que facilitam o rebaixamento da consciência, que faz com que o sujeito não consiga refletir sobre seus atos e não consiga tomar controle de suas ações da forma que deseja, sendo movido pela vontade exacerbada de se alcoolizar, o impossibilitando de cumprir tarefas simples.
Desta forma, o indivíduo não consegue lembrar de datas, ou de tarefas que precisa concluir, fazendo até mesmo um pai alcoólatra não reconhecer seu filho podendo acabar resultando em um trauma para este filho.
Culpa
A culpa é sentimento muito presente dentre os sintomas do alcoolismo, uma vez que dentro do vício em bebidas alcoólicas, muitos dos usuário não encontram mais saída e está sendo totalmente controlado pelo seu vício, o que gera atitudes citadas antes, como agressividade, manipulação e irritabilidade.
O indivíduo pode sentir muita culpa, pelo modo como tratou as pessoas ao seu redor, de como ele enquanto pai não tratou bem seus filhos e esse sentimento de culpa se não for trabalhado em terapia pode causar um grande sofrimento psicológico, fazendo aumentar o risco de depressão por exemplo.
Meu pai bebe demais: como ajudar?
Se mantenha atento
Para que possa evitar que o seu pai consuma álcool indevidamente, é importante estar atento, às suas atitudes, comportamentos e ideias, além de perceber quando geralmente ele sente mais vontade de beber, e se possível controlar esse consumo.
Com a atenção nele, irá poder evitar também com que ele beba álcool, assegurando que não terá novos episódios de embriaguez, por isso é importante continuar sempre por perto e atento diante de um pai que bebe demais.
Invista no diálogo
Para conseguir lidar com um pai que bebe demais é importante que esteja presente a prática do diálogo, pois através dessa conversação será possível escutá-lo e entender o que está o incomodando, que acaba refletindo no alto consumo da substância alcoólica.
Além de ter um forte poder de conscientização, através do diálogo o próprio filho terá a oportunidade de expressar sua visão sobre a situação, o que pode proporcionar a compreensão do pai que está passando do limite, uma reflexão sobre suas atitudes e como tudo está refletindo nas pessoas que ele ama e querem seu bem.
Incentive novos hábitos
Incentivar novos hábitos, pode promover grande ajuda, uma vez que mudar de hábitos e a prática de novos, pode proporcionar exercícios cerebrais saudáveis, além de ser terapêutico, uma vez que, a atual rotina pode ser a causa do consumo exacerbado da substância.
A mudança da rotina pode representar uma nova perspectiva de vida, com novos hábitos o sujeito poderá se encontrar em alguma atividade que gosta e entender que não precisa mais da bebida para aliviar tensões, ou escapar de eventual realidade que causa algum tipo de sofrimento psíquico, podendo preveni-lo de transtornos mentais.
Estude
Primordialmente, dialogar abertamente com o seu pai permite identificar os sintomas reais do alcoolismo. Subsequentemente, esse intercâmbio de informações motiva o estudo aprofundado sobre a dependência química. Dessa maneira, o conhecimento teórico revela os melhores caminhos para oferecer uma ajuda eficaz. Finalmente, compreender a fundo a doença possibilita tanto a prevenção quanto a escolha do tratamento especializado ideal.
Controle a entrada de bebidas em casa
Decerto, controlar a entrada de bebidas em casa auxilia diretamente na recuperação do familiar. Dessa forma, essa restrição evita que o dependente sofra tentações imediatas ou beba excessivamente. Ademais, o monitoramento rigoroso facilita o controle das crises de abstinência no dia a dia. Efetivamente, limitar o acesso garante o sucesso da desvinculação do álcool e fortalece o processo de reabilitação.
Comemore pequenas vitórias
Certamente, comemorar cada vitória durante a recuperação representa uma ajuda fundamental ao dependente. Geralmente, o indivíduo desacredita de si mesmo e teme recaídas constantes. Nesse cenário, celebrar os avanços demonstra que você confia na mudança e investe no processo. Simultaneamente, esse apoio resgata o sentimento de pertencimento e utilidade do paciente. Por consequência, essas atitudes fortalecem a reabilitação e devolvem a saúde ao seu familiar.
Procure ajuda especializada
Para que o seu familiar tenha a oportunidade de passar pelo tratamento correto durante sua recuperação, é preciso que se procure uma ajuda especializada, pois o alcoolismo envolve muito mais do que um vício, pode envolver angústias e sofrimentos mentais que potencializam esse uso.
Além do álcool comprometer sua saúde física e muitas vezes afastar o dependente do seu âmbito familiar, o tratamento especializado irá ajudar o paciente a compreender que caminhos levou ele ao vício e o que ele pode fazer pra mudar, além de cuidar dos seus danos a saúde física e ajudá-lo com a sua ressocialização.

Conclusão
Inegavelmente, lidar com o alcoolismo de um familiar próximo gera grandes desafios emocionais para todos. Particularmente, a família deseja retirar o indivíduo dessa situação de consumo exagerado. Ademais, os parentes compreendem que esse estilo de vida traz riscos graves à saúde física e mental. Por fim, a preocupação coletiva motiva a busca constante por melhoras na qualidade de vida do enfermo.
Incontestavelmente, o alcoolismo gera sintomas mentais e físicos devido aos efeitos tóxicos da substância. Frequentemente, os filhos sofrem com agressões, confusão mental, tremores e alucinações causados pela dependência paterna. Contudo, familiares devem abandonar a posição de meros observadores para agir na mudança. Consequentemente, o apoio ativo viabiliza diversos caminhos para o sucesso da recuperação.
Primordialmente, quem deseja ajudar deve monitorar os sintomas e os antecedentes do consumo indevido. Paralelamente, o conhecimento sobre o alcoolismo evita erros comuns durante o processo. Além disso, o familiar precisa manter pulso firme para controlar o acesso às bebidas. Finalmente, a busca por ajuda especializada garante profissionais capacitados e comprometidos com a recuperação













