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Drogas Depressoras: impactos e perigos

As drogas depressoras são nocivas à saúde mental e física do sujeito, e são muito comercializadas no nosso país aumentando o potencial de destruição da mesma pelo seu fácil acesso.

As pessoas a utilizam com o objetivo de fazer com que o organismo se sinta anestesiado, mas o problema das drogas depressoras é que a cada uso ela vai diminuindo seu efeito, fazendo com que o usuário procure maiores quantidades para obter maiores efeitos.

Essas substâncias afetam diretamente as funções cognitivas, podendo ter consequências degenerativas no corpo, elevando o risco de desenvolver demências e algumas síndromes, além de poder facilitar a manifestação alguns tipos de transtornos.

Por isso, é importante a produção desse texto para que se possa informar sobre a necessidade de parar com o uso dessas drogas, como elas afetam nossas vidas em várias áreas, além de como procurar ajuda para controlar o consumo dessas substâncias.

Drogas Depressoras

O que são drogas depressoras?

Drogas depressoras são aquelas que diminuem a atividade do cérebro, consequentemente, deixando o organismo mais lento e menos reativo.  Essas substâncias possuem propriedades químicas que penetram nosso cérebro, levando à presença de sintomas como: sonolência, falta de concentração, memória, entre outros.  

Conheça quais os tipos

Primacialmente, quatro tipos de drogas depressoras predominam no consumo social devido ao fácil acesso. Por consequência, a probabilidade de um indivíduo sofrer efeitos colaterais diários é elevada. Dessa maneira, o uso recorrente amplia os riscos tanto a curto quanto a longo prazo.

Álcool

O uso do álcool é muito antigo, começou com vinhos e cervejas com seu processo de fermentação e só depois começaram a surgir substâncias alcoólicas destiladas como o whisky, o gin, a cachaça, dentre outros.

Por conta do seu consumo na antiguidade, hoje a ingestão de álcool possui uma certa aceitação social, mesmo tendo um grande potencial destrutivo contra o organismo.

Sendo assim o consumo deste produto deve ser monitorado e controlado, pois sua alta ingestão causa grandes problemas para a saúde, tendo em vista que é uma substância psicotrópica.

Essa droga depressora possui efeitos depressores e estimulantes,  primeiro a substância começa a causar uma certa desinibição e euforia mas depois pode haver descontrole, falta de coordenação motora.

Suspender o consumo do álcool também pode trazer consequências como a abstinência com a presença de convulsões, ansiedade e tremores.

Ansiolíticos

Os ansiolíticos são uma classe de drogas depressoras utilizadas para tratar a ansiedade e os transtornos relacionados. 

Eles atuam no sistema nervoso central, aumentando a atividade do neurotransmissor GABA, que reduz a excitação neural e promove um efeito calmante. 

Exemplos comuns incluem benzodiazepínicos como diazepam e lorazepam

Embora eficazes no alívio da ansiedade a curto prazo, o uso prolongado pode levar à dependência, tolerância e efeitos colaterais como sonolência e problemas de memória

Sedativos

Os sedativos são drogas depressoras que possuem a propriedade de diminuir a vigilância do indivíduo, sendo eficaz em casos de ansiedade ou excitação excessiva. Ele possui a capacidade de reduzir as funções motoras ou neurais.

Visto que são altamente eficazes, os sedativos combatem a insônia e a ansiedade severa. Contudo, o consumo excessivo ou sem prescrição acarreta riscos graves. Assim, a monitorização médica é essencial para evitar complicações

Alguns desses problemas são: casos de demência, sonolência, problemas cognitivos, além de outros fatores.  

Barbitúricos

Originalmente, os barbitúricos atuam como depressores do sistema nervoso, funcionando como antiepilépticos, hipnóticos e anestésicos. Embora tenham sido populares na década de 60, seu uso declinou após o surgimento dos benzodiazepínicos. Atualmente, essas substâncias ocupam um espaço menor no arsenal terapêutico devido às novas alternativas.

Assim como outras drogas depressoras, os barbitúricos têm a função de deprimir nosso sistema nervoso nos deixando anestesiados e sonolentos, prejudicando a concentração, assim como o raciocínio. Muitas vezes essa substância é usada para controlar ataques epilépticos, dor de cabeça, pressão sanguínea e também para dormir.

Seu uso inapropriado pode causar sérios danos à saúde, dentre seus efeitos tóxicos, temos: a redução da pressão sanguínea, falta de coordenação motora, vômitos, ansiedade, sem contar no seu potencial adictivo, pois essa substância é uma droga que causa dependência física e mental.

Mecanismos de ação e Efeitos das DD’s

As drogas depressoras atuam no sistema nervoso central, diminuindo a atividade neural e causando efeitos sedativos. 

Elas aumentam a atividade do neurotransmissor GABA (ácido gama-aminobutírico), que tem um efeito inibitório sobre a atividade neural. 

Isso resulta em uma redução geral da excitação do cérebro, promovendo uma sensação de relaxamento e tranquilidade. Exemplos comuns dessas substâncias foram citados no tópico acima.

Efeitos a curto prazo

Os efeitos imediatos das drogas depressoras incluem relaxamento, redução da ansiedade, sonolência e diminuição da coordenação motora. 

Esses efeitos podem ser percebidos rapidamente após o consumo e são frequentemente buscados por indivíduos que utilizam essas substâncias para aliviar o estresse ou induzir o sono. 

No entanto, esses efeitos também podem levar a uma diminuição da capacidade de realizar tarefas que exigem atenção e coordenação, como dirigir.

Efeitos a longo prazo

O uso prolongado de drogas depressoras pode levar a uma série de consequências negativas. 

A dependência física e psicológica é comum, com o usuário necessitando de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito, um fenômeno conhecido como tolerância. 

No caso do álcool, o uso crônico pode causar danos significativos ao fígado, incluindo cirrose. 

Além disso, o uso prolongado dessas substâncias pode resultar em problemas cognitivos, como dificuldades de memória e concentração, e agravar ou causar transtornos mentais, como depressão e ansiedade.

Consequências a curto prazo

As drogas depressoras tem uma alta potencialidade, sendo assim, elas podem fazer com que haja consequências à saúde com seu uso num curto período de tempo, dentre eles temos: o aumento na sonolência, diminuição dos reflexos e uma menor capacidade de concentração.

Consequências a médio prazo

Frequentemente, o uso contínuo de drogas depressoras torna os efeitos colaterais mais recorrentes. Dessa forma, o indivíduo pode manifestar sonolência persistente e alterações significativas na cognição. Em virtude disso, tanto os pensamentos quanto os comportamentos sofrem modificações profundas durante o processo de uso repetido.

Consequências a longo prazo

Decerto, a falta de controle no consumo de substâncias depressoras acarreta consequências perigosas e permanentes ao organismo. Por esse motivo, cessar o uso é indispensável para evitar o surgimento de doenças psiquiátricas, demências e lesões hepáticas graves. Inclusive, a toxicidade dessas drogas destrói neurônios, o que pode impedir a recuperação definitiva das funções cognitivas.

Existe tratamento?

Sim, há tratamento para o vício em drogas depressoras. A internação em uma clínica de reabilitação é altamente recomendada. 

Nessas clínicas, o paciente recebe um tratamento multidisciplinar abrangente. Psicólogos ajudam a compreender e lidar com as angústias e traumas subjacentes ao vício, enquanto psiquiatras avaliam e tratam possíveis transtornos mentais, ajustando a medicação conforme necessário. 

Igualmente, o tratamento integra terapias ocupacionais, grupos de apoio e atividades físicas. Tal medida visa promover uma recuperação mais completa e abrangente. Portanto, essa combinação de estratégias fortalece o processo de reabilitação do paciente.

A abordagem personalizada e contínua visa não apenas a desintoxicação, mas também a reintegração social e a prevenção de recaídas, proporcionando uma recuperação sustentável e de longo prazo.

Saiba mais com a equipe de especialistas do Grupo Recanto.

Drogas Depressoras

Quais doenças as drogas depressoras podem causar?

As substâncias depressoras podem levar o indivíduo a ter doenças permanentes, como a destruição dos seus neurônios aumentando o risco de demências, desenvolvimento de alterações psíquicas como esquizofrenia.

Dentre as doenças físicas pode ocorrer um comprometimento do fígado, além de aumentar o risco de adquirir doenças contagiosas como os vírus.

Conclusão

Primordialmente, substâncias depressoras exigem cautela, pois o uso descontrolado causa danos cognitivos graves. Nesse sentido, essas drogas estão presentes em sedativos, bebidas alcoólicas e outras substâncias legais ou ilegais. Portanto, o acompanhamento de médicos especializados torna-se indispensável para preservar a saúde do paciente e evitar o uso inapropriado.

Sobretudo, o encaminhamento de dependentes de substâncias depressoras ao tratamento especializado é fundamental. Com esse propósito, a Clínica Recanto utiliza uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psiquiatras, psicólogos e enfermeiros. Adicionalmente, a unidade oferece palestras e encontros para integrar a família no processo de reabilitação.

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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