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Rebaixamento cognitivo e seus efeitos

O rebaixamento cognitivo caracteriza-se pela lentificação generalizada das diversas funções mentais. Nesse sentido, o processamento de informações torna-se mais vagaroso, afetando a agilidade do raciocínio. Dessa maneira, tarefas que antes eram automáticas passam a exigir um esforço consciente e prolongado. Portanto, essa redução na velocidade cognitiva impacta diretamente a eficiência do indivíduo em seu cotidiano.

Podem ter origens diversas como por exemplo em alguns transtornos de depressão e ansiedade, assim como também podem estar relacionadas a variadas doenças ocasionadas pelo consumo de substâncias psicoativas.

As funções cognitivas possuem grande importância para o indivíduo, pois trabalham de forma conjunta na aquisição de novos conhecimentos e em diversas funções intelectuais.

O aspecto cognitivo permite o processamento de informações, porém, quando ocorre o seu rebaixamento, essa função apresenta uma diminuição significativa, gerando diversos prejuízos na vida do indivíduo.

O que é rebaixamento cognitivo?

É um processo que envolve a diminuição de algum aspecto ligado a aquisição do conhecimento, acontecendo assim um conjunto de reações patológicas.

Essa manifestação psíquica possui relação com aspectos cognitivos como pensamento, memória, percepção, atenção, linguagem e aprendizagem.

Nesse fenômeno acontece o rebaixamento da cognição, ou seja, a diminuição da capacidade de processar as informações e de transformá-las em conhecimento, conforme as diversas habilidades mentais da percepção e atenção.

Como ocorre o rebaixamento cognitivo

No rebaixamento cognitivo ocorre uma diminuição nos aspectos cognitivos do indivíduo, de adquirir ou compreender informações, como também alterações nas diversas funções.

Importante ressaltar também que não existe um padrão específico nesse fenômeno, mas, que a sua presença cria limitações na capacidade de pensar, agir, perceber ou interpretar informações.

Sendo assim, a ocorrência desse fator pode acontecer devido a hereditariedade, o consumo de drogas, alguns tipos de transtornos psiquiátricos como a ansiedade, depressão, síndromes demenciais como o Alzheimer e lesões cerebrais como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), entre outros, são fenômenos consideráveis no prejuízo das funções cognitivas.

Além disso, existem diversos tipos de drogas que podem causar esse fenômeno, como principais vilões temos os exemplos o álcool e a maconha.

O rebaixamento cognitivo pode ocorrer dependendo da gravidade e tempo de uso da substância que pode acabar afetando o cérebro de forma negativa gerando alterações em determinadas áreas do cérebro.

O que são sequelas cognitivas?

As sequelas cognitivas são alterações cognitivas que acontecem devido ao rebaixamento de diversas funções cerebrais do indivíduo, podendo gerar a lentificação do pensamento e da atenção, déficits na memória e alterações na percepção, gerando muitas vezes prejuízos que são de natureza irreversível.

Vale ressaltar também que esses tipos de sequelas criam limitações na capacidade do indivíduo de pensar, aprender, se comunicar e de se concentrar em atividades simples do dia a dia, por exemplo.

Como o rebaixamento cognitivo afeta uma pessoa

O rebaixamento cognitivo afeta o indivíduo de múltiplas formas, provocando declínio intelectual e dificuldade em absorver novos conhecimentos. Nesse sentido, a memória falha tanto para registrar fatos recentes quanto para acessar lembranças antigas. Além disso, a linguagem sofre prejuízos que dificultam a comunicação e a expressão pessoal. Dessa maneira, surgem alterações comportamentais, novos hábitos nocivos e mudanças na personalidade que comprometem a independência do sujeito.

De que maneira o indivíduo é prejudicado em sua vida? Ele apresenta dificuldades em diversas áreas, como na familiar, profissional e social.

Esses problemas incluem mudanças no comportamento, prejuízo em suas habilidades, dificuldade em se concentrar ou prestar atenção, perda da memória, entre outros.

O cérebro é o principal órgão que comanda as funções do corpo, sendo assim, o rebaixamento cognitivo também pode afetar a pessoa através das drogas, prejudicando de forma direta as conexões dos neurônios, que são importantes para os pensamentos, a memória e as ações cotidianas da pessoa, entre outros aspectos cognitivos.

A idade também se constitui como um fator relevante no processo de rebaixamento cognitivo, pois é um fator preponderante em relação ao declínio da cognição.

O grau de comprometimento varia de pessoa para pessoa, sendo este fator causador de prejuízos na qualidade de vida do indivíduo.

Existe tratamento?

O tratamento existe e envolve uma diversidade de técnicas, métodos e profissionais especializados, visando a melhora significativa do paciente nesse processo.

Em quadros graves de rebaixamento cognitivo por substâncias psicoativas, o uso de medicamentos é indicado. Nesse sentido, o psiquiatra prescreve fármacos para estabilizar a química cerebral e proteger os neurônios. Dessa maneira, o tratamento medicamentoso atua na redução de danos e na melhora das funções executivas. Portanto, essa intervenção é um pilar essencial para que o paciente recupere a lucidez e a autonomia.

Este tipo de fenômeno pode envolver também outras formas de tratamento como psicoterapias, e a terapia ocupacional que vai tratar de algumas disfunções cognitivas, que melhorem o desempenho do indivíduo em suas tarefas diárias.

O paciente em tratamento deve também contar com o apoio de seus familiares, para que ele tenha um auxílio a mais nesse processo, possibilitando melhores resultados.

Geralmente, o tratamento é desenvolvido por uma equipe multiprofissional, com profissionais de diferentes áreas da saúde.

Como lidar o rebaixamento cognitivo

Para lidar com o rebaixamento cognitivo, é fundamental buscar o apoio de profissionais especializados. Sob esse prisma, médicos, psicólogos e terapeutas guiam o indivíduo durante todo o processo de diagnóstico e reabilitação. Dessa maneira, a intervenção precoce minimiza as perdas funcionais. Portanto, o suporte técnico torna-se a principal ferramenta para preservar a dignidade e a qualidade de vida.

Os profissionais de saúde mental, podem propor ao indivíduo, uma alimentação saudável, mudanças no estilo de vida, como também atividades físicas ou medicações.

Porém, identificar quais as causas, os prejuízos já instalados na cognição do paciente e o nível da gravidade, se constituem como essenciais para a prescrição correta das melhores alternativas para lidar com essa condição.

Devido aos diversos tipos de limitações que esse processo pode envolver, torna-se bastante comum que uma pessoa com esse problema acabe ficando desmotivada, ou com baixa autoestima.

Por conta disso, a família e os amigos possuem um papel essencial para que o indivíduo possa lidar da melhor forma com esse processo.

rebaixamento cognitivo e seus impactos

Avaliação cognitiva

A avaliação cognitiva busca analisar os processos da aprendizagem e conhecimento, por meio da percepção e desta forma, avalia se existem problemas cognitivos no indivíduo, sendo um método de diagnóstico para investigar as funções cognitivas.

Ela se baseia em informações que foram colhidas durante a entrevista inicial com o profissional de saúde como também em questionários.

O principal objetivo dessa avaliação é conhecer de uma forma mais complexa como está o funcionamento da atenção, memória, pensamento e linguagem.

Esse processo busca variadas informações que podem passar desapercebidas de outros métodos avaliativos, como em exames de neuroimagem ou radiológicos.

Esse método estuda o funcionamento cerebral por meio das habilidades superiores humanas. Nesse sentido, profissionais aplicam tais avaliações em pacientes com danos ou déficits, como o rebaixamento cognitivo. Dessa forma, o objetivo principal reside em mensurar a gravidade da alteração intelectual. Portanto, essa análise técnica fundamenta as estratégias de reabilitação e suporte.

Existem alguns casos onde se é preciso fazer uma avaliação cognitiva com um especialista, como o psicólogo por exemplo, que pode se utilizar também de outros recursos como a anamnese, sessão livre ou testes, entre outros procedimentos para a avaliação.

Ela é essencial em diversos contextos, como em uma avaliação psicológica e clínica, educação, empresas entre outras.

Além disso, visa fazer um planejamento terapêutico específico, para que as intervenções sejam realizadas de acordo com os prejuízos cognitivos do indivíduo.

Em grande parte dos casos, é de fundamental importância que os familiares ajudem nesse processo, trazendo informações do paciente, que auxiliem o profissional em um bom diagnóstico.

Isto porque em certos casos podem existir algumas alterações nas funções intelectuais do indivíduo fazendo com que ele não tenha consciência de seu estado.

Recomendação da internação psiquiátrica

A internação psiquiátrica é recomendada quando intervenções ambulatoriais anteriores não foram eficazes. Sob esse prisma, o risco iminente de suicídio exige uma hospitalização imediata para garantir a proteção física do indivíduo. Dessa maneira, a equipe médica consegue investigar as motivações profundas da crise em um ambiente controlado. Portanto, essa medida emergencial visa estabilizar o paciente e oferecer o suporte intensivo necessário para a preservação da vida.

O psiquiatra propõe esse procedimento quando a pessoa perde significativamente sua capacidade de autodeterminação e autogestão. Nesse sentido, graves comprometimentos cognitivos fundamentam tal decisão. Portanto, essa medida visa restabelecer a segurança que o indivíduo já não consegue garantir.

Como também em situações onde o indivíduo representa uma ameaça tanto para si mesmo como para a sociedade.

Essa medida visa fazer com que o indivíduo através de tratamento especializado, volte ao seu equilíbrio físico e psíquico.

Durante o seu internamento o paciente irá realizar diversos exames a depender de seu caso, como por exemplo, exames neurológicos, ressonâncias magnéticas ou eletrocardiogramas entre outros.

A internação psiquiátrica feita nas clínicas do Grupo Recanto oferece tratamento com uma equipe multidisciplinar de profissionais especialistas em saúde mental.

No tratamento o paciente irá ser acolhido e cuidado em um ambiente e infraestrutura comprometida com o processo de recuperação do indivíduo.

Existe cura?

Não existe cura, mas sim tratamento para o rebaixamento cognitivo, onde o indivíduo é tratado sempre de acordo com a origem do problema.

O objetivo do tratamento é trabalhar as limitações cognitivas, identificadas por meio de estímulos que auxiliem o indivíduo a desenvolver novas habilidades.

O tratamento é conduzido por uma equipe multidisciplinar, unindo saberes de médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e terapeutas. Nesse contexto, o acompanhamento integral garante que todas as dimensões da saúde sejam assistidas simultaneamente. Dessa maneira, cada especialista foca nas demandas específicas do indivíduo, conforme a gravidade do quadro. Consequentemente, o Projeto Terapêutico Individual (PTI) organiza essas intervenções de forma personalizada e eficiente.

Esses profissionais são treinados para olhar tanto para o paciente quanto para a sua família de forma humanizada considerando que ambos fazem parte de um mesmo ciclo de cuidado.

Espera-se desta forma, que o paciente melhore sua autoconfiança e tenha uma melhor qualidade de vida.

Conclusão

Os processos cognitivos são muito importantes na vida do indivíduo, pois são responsáveis pela aquisição de novos conhecimentos. 

Quando ocorre o rebaixamento cognitivo dessas funções cerebrais o indivíduo é prejudicado em sua saúde física e psíquica. 

No rebaixamento cognitivo acontece a diminuição de funções cognitivas no cérebro do indivíduo, essas alterações possuem diversas origens, como por exemplo transtornos psiquiátricos como a depressão ou ansiedade e o uso de substâncias psicoativas.

Nesse processo, ocorre a lentificação das capacidades cognitivas do indivíduo prejudicando a sua atenção, percepção, memória, pensamento entre outros, capacidades estas que são importantes para o processamento de informações e aquisição de conhecimentos.

Vale ressaltar que o consumo de substâncias psicoativas é um fator relevante no rebaixamento cognitivo, pois o seu uso prolongado, pode acabar gerando consequências tanto na saúde física quanto psíquica da pessoa.

Esse fenômeno pode acabar gerando sequelas na cognição da pessoa, sendo o cérebro o órgão mais prejudicado nesse processo, podendo deixar marcas por toda a vida do indivíduo, dependendo da sua gravidade. 

A boa notícia é que existe tratamento para as consequências do rebaixamento cognitivo, que está associada a uma variedade de técnicas, envolvendo uma equipe de profissionais especializados no tratamento. 

Tratamentos possíveis

Os tratamentos podem envolver o uso de medicamentos, psicoterapia ou outras atividades. 

O apoio familiar é fundamental em todas as etapas do tratamento, pois a equipe constrói o projeto terapêutico com base na interação entre profissionais, paciente e parentes. Nesse sentido, essa colaboração mútua assegura que as metas clínicas reflitam a realidade do indivíduo.

No processo de tratamento e recuperação o apoio da família se mostra uma ferramenta essencial para o auxílio do paciente, possibilitando assim, resultados mais satisfatórios.

Em seu tratamento podem ser prescritos mudanças em seu estilo de vida, atividades físicas e mudanças em seus hábitos alimentares. 

Mas, conhecer quais as causas e as consequências que já se encontram na cognição da pessoa e qual o nível de complexidade é muito importante para uma melhora significativa.

Para que isto ocorra, muitas vezes é usada a avaliação cognitiva para verificar e analisar quais os processos e alterações cognitivas que existem no cérebro do indivíduo. 

Por meio desse processo é possível que os profissionais analisem características específicas que o ajudam a montar o projeto terapêutico do paciente. 

A avaliação cognitiva fornece informações específicas que alguns exames não são capazes de verificar, ela pode ser aplicada em pessoas que possuem danos cerebrais, déficits ou rebaixamento cognitivo.

Recomendação da internação 

O psiquiatra recomenda a internação conforme a gravidade do quadro, especialmente quando o indivíduo perde a autonomia e apresenta processos cognitivos muito comprometidos. Nesse sentido, a equipe médica toma essa decisão para garantir a segurança do paciente. Dessa forma, a intervenção interrompe o avanço de danos que o próprio sujeito já não consegue gerenciar.

Essa forma de tratamento especializada tem como objetivo fazer com que o indivíduo volte ao seu equilíbrio físico e psíquico. 

Durante a internação o paciente também pode ser submetido a diversos exames, dependendo de suas especificidades.

A internação psiquiátrica do Grupo Recanto possui um tratamento especializado com profissionais da saúde que trabalham de forma multidisciplinar.

O paciente possui um acompanhamento integral e individual, com tratamento de acordo com sua demanda e necessidade específica.

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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