Como acontece o tratamento da Dependência Química?

Data de publicação: 02/10/2017 Como acontece o tratamento da Dependência Química?

De acordo com o modelo de Prochaska e Di Clemente, há uma matriz motivacional que busca compreender o estado de abertura e motivação para a mudança do Dependente Químico.

Portanto, vamos conhecer os estágios de motivação, conceitos e práticas desenvolvidas para evolução no tratamento em nossos Centros de Recuperação:

 

  1. ESTÁGIO DE PRÉ-CONTEMPLAÇÃO

Neste estágio o Dependente Químico não contempla a mudança de hábito e de vida. É na verdade o início da recuperação, onde trabalhamos a desintoxicação, a remoção de barreiras e resistências e a síndrome de abstinência. Através das anamneses médicas, conhecemos o paciente para assim desenvolvermos um trabalho de integração ao grupo e discussão dos conceitos de doença, perda de domínio, impotência, inabilidade, inadequação, egocentrismo e mecanismos de defesa. Além disso, abordamos o uso de álcool e drogas relacionando-os com os prejuízos causados. Tudo isso para começar a gerar a motivação do dependente químico em recomeçar.

tratamento dependencia química

 

  1. CONTEMPLAÇÃO

Neste momento o indivíduo já começa uma relação com a instituição e o programa, considerando uma mudança e contribuição para a sua recuperação. Aqui, o residente irá entender a conexão entre seus comportamentos e problemas e os custos e benefícios de parar de usar a tal substância. Além disso, a equipe precisa tratar da ambivalência do residente, favorecendo o aumento de sua crítica e a conscientização de suas falências e prejuízos, para que ele entenda seus pensamentos destrutivos e se engaje na mudança para vencer esses sentimentos conflituosos.

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  1. PREPARAÇÃO

Se dá no momento em que o residente busca a ajuda da nossa equipe multidisciplinar e começa a ter uma reflexão sobre si mesmo, buscando a motivação e passando a ter uma relação saudável com a fé e o tratamento, começando a enxergar uma vida sem drogas e passando a ter a capacidade crítica, para perceber a relação entre comportamentos, atitudes e a abstinência da droga.

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  1. AÇÃO

Chegou a hora de o Dependente Químico se munir de ferramentas para colocar em prática a sua recuperação e buscar para si a ação positiva que elevará sua motivação. É preciso aprofundar o autoconhecimento, reconhecer e confessar suas falhas, intensificar seu autoconhecimento, tratar sua vida sexual, relacionamentos afetivos, sociais e sua relação direta com dinheiro e bens materiais. Portanto, espera-se que o residente evite comportamentos de risco, buscando sua autoeficácia, autorrespeito e adquira uma visão realística da mudança, corrigindo expectativas em relação à sua recuperação.

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  1. MANUTENÇÃO

Neste ponto ocorre a ressocialização, onde o residente irá usar as ferramentas conhecidas durante o período de tratamento para aplicar na sua vida cotidiana e assim aumentar sua motivação. O paciente precisa ter informações sobre atividades como: Prevenção de recaídas com aprendizagem de habilidades, fazer seu planejamento pós-internação na clínica de reabilitação, com metas a curto, médio e longo prazo. Além disso, há uma preparação de planos de emergência para saber lidar com o desemprego, perdas, separação, etc. E como agir frente à possibilidade de usar drogas. Assim ele irá buscar manter sua tão sonhada e recentemente alcançada recuperação.

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Sobre o autor

Sou filho atencioso, esposo apaixonado, pai dedicado de dois filhos, graduado em marketing e pós graduando em gestão empresarial e em dependência química além de ser um psicanalista em formação e gestor do Grupo Recanto. Mas só por hoje...

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