A depressão profunda é um problema crescente e preocupante em todo o mundo.
Não há uma fórmula mágica que faz a pessoa parar de chorar ou de sentir tristeza e outros sintomas.
Mas existe tratamento e eu vou te provar isso!
O que é depressão profunda?
Primordialmente, o quadro se caracteriza por uma dor emocional paralisante que compromete todas as esferas do cotidiano. Nesse cenário, a mente é invadida por pensamentos destrutivos e uma percepção distorcida da própria realidade. Ademais, a severidade dos sintomas físicos e mentais exige uma vigilância constante e especializada. Consequentemente, a intervenção imediata torna-se vital para garantir a integridade física e iniciar a estabilização do paciente.
As pessoas nesse estado podem se sentir incomodadas com a possibilidade de iniciar ou continuar um tratamento, pois na mente delas pode parecer que não adianta, contudo o tratamento com psicoterapia e medicação é essencial na recuperação.
É possível que em alguns casos seja necessária a hospitalização ou internação do paciente, em virtude de facilitar o tratamento e para que a pessoa receba os cuidados necessários.
Diante dessa situação desesperadora é comum que muitos procurem por tratamentos rápidos para a depressão e também curas milagrosas, mas a saída para a depressão profunda apenas vem com tratamento adequado e aplicado durante um tempo.
São situações como essas que nos faz imaginar se a depressão tem cura.

Tipos de depressão: saiba quais são
Depressão maior
Distúrbio mental afetivo que pode impactar os sentimentos, pensamentos, comportamentos e relacionamentos, provocando tristeza, baixa autoestima, desânimo e pessimismo.
Distimia
Transtorno psiquiátrico, popularmente conhecido como depressão de longa duração, diferente da depressão comum, pois se caracteriza pelo mau humor constante, os pacientes com distimia apresentam irritação constante e personalidade difícil.
Depressão ansiosa
Transtorno depressivo ansioso é um acometimento psiquiátrico comum que une sintomas de dois transtornos, criando um quadro de tristeza e preocupação constantes
Depressão psicótica
Manifestada por meio dos sintomas depressivos, que são acompanhados dos sintomas psicóticos, como delírios e alucinações, pessoas diagnosticadas com depressão psicótica podem ouvir vozes e ver pessoas que não existem.
Depressão pós parto
Uma doença que acomete mulheres após o parto, essa condição é definida como uma profunda tristeza que pode trazer consequências tanto para mãe como o bebê, pois há comprometimento do vínculo entre eles, que pode inclusive não ocorrer.
Como saber se eu tenho depressão: confira os sinais

Os principais sintomas da depressão são o humor deprimido por mais de 2 semanas, perda de prazer em realizar atividades que antes traziam felicidade e alegria e a sensação de fadiga.
Cansaço constante
Cansaço frequente e fadiga são comuns em pessoas com depressão, mesmo quando elas não realizam esforço físico, o indivíduo se queixa que simples atividades podem ser exaustivas, como vestir uma blusa e tomar banho.
Indisposição frequente
A depressão torna até mesmo atividades prazerosas em algo banal, com isso as atividades são substituídas por períodos de inatividade e o isolamento se torna a melhor companhia.
Tristeza continua
Enquanto a tristeza dura algumas horas ou até alguns dias, a depressão, sem o tratamento certo, pode durar meses ou anos.
Alteração no sono
O transtorno do sono mais comum encontrado no transtorno depressivo é a insônia, caracterizada, principalmente, pelo sono inadequado e não restaurador, com consequências durante o dia, como irritabilidade e falta de concentração.
Sentimento de culpa
A culpa compartilha muitos sintomas com a depressão, como pensamentos autodepreciativos, desesperança e falta de perspectiva para o futuro.
Caso apresente pelo menos dois desses sintomas por 14 dias, é sinal de que algo não vai bem.

O que pode causar a depressão profunda?
A depressão profunda é uma progressão da depressão, ou seja, seu estado mais crítico e perigoso, por isso o que pode levar até esse estado seria a falta de tratamento ou tratamento com início tardio, até mesmo outras doenças em comorbidade à depressão que dificultam o quadro.
A princípio, o agravamento do quadro clínico ocorre de forma progressiva através do acúmulo de fatores estressores. Nesse sentido, o isolamento social atua como um catalisador que fragiliza a saúde mental do indivíduo. Paralelamente, perdas afetivas e conflitos mal resolvidos geram um vazio emocional difícil de preencher sem suporte. Dessa forma, o que começa como um desânimo pode evoluir para uma patologia severa caso as causas ambientais não sejam tratadas precocemente.
Eventos e acontecimentos que geram um grande estresse podem desencadear a depressão, porém não relacionado necessariamente à gravidade do acontecimento.
Afinal fatores como predisposição genética e estabilidade emocional na hora do evento influenciam se a pessoa vai ou não desenvolver a depressão.
A presença de doenças crônicas sejam elas fatais ou incapacitantes podem levar ao desenvolvimento desse transtorno, uma vez que muitos desses pacientes perdem a perspectiva de futuro e tendem a conviver com sintomas como dor crônica.
A dependência de álcool e outras drogas, como a maconha, também pode levar ao quadro, a dependência pode desencadear muitos transtornos ou intensificá-los, depressão e ansiedade são doenças muito comuns nesses casos.
Há algum fator de risco para desenvolver depressão profunda?
Sim, existem algumas circunstâncias que podem ser consideradas como fatores de risco, como a predisposição genética que algumas pessoas apresentam a esse transtorno, pois já foi comprovado que a depressão é influenciada por fatores genéticos, ou seja, se há casos na família, principalmente de ligação direta, pai e mãe, as chances dessa pessoa desenvolver os transtornos são maiores.
A presença de outros transtornos mentais como ansiedade e outros transtornos de humor, que já possuem histórico em ter a doença da depressão como possível comorbidade.
Assim como traumas marcantes principalmente aqueles da infância ou se forem muito recentes e a pessoa não tiver tido tempo de processar tudo que aconteceu, podem acabar desencadeando ou aprofundando um processo já existente da doença.

Como a depressão profunda afeta a qualidade de vida?
Os sintomas da depressão profunda — como baixa autoestima, fadiga extrema e angústia constante — tornam tarefas domésticas simples em desafios exaustivos. Visto isso, a falta de energia e motivação frequentemente leva ao desemprego e a conflitos familiares, desestruturando todas as esferas da vida de quem sofre.
A depressão profunda diminui o apetite sexual e a capacidade de sentir prazer em atividades de lazer. O paciente sofre danos graves nas áreas pessoal, social e profissional, enfrentando inclusive dores físicas sem causa orgânica. Logo, essa condição compromete integralmente a funcionalidade e a qualidade de vida do indivíduo.
Depressão tem cura?
A princípio, o conceito médico de cura difere da remissão completa observada na prática clínica. Nesse sentido, embora a predisposição biológica permaneça, o controle rigoroso da patologia é perfeitamente possível. Ademais, o paciente aprende a gerenciar os gatilhos, impedindo que a doença retome o controle de sua rotina. Portanto, viver com qualidade e sem sintomas ativos é o objetivo real e alcançável de qualquer intervenção especializada.
A depressão é uma doença cercada por causas biopsicossociais, sendo assim mais complexa.
Essa é uma doença crônica e com o tratamento adequado pode ser resolvida, porém, continuará precisando de supervisão e da manutenção do estilo de vida para que o paciente não retorne a um estado de sintomas intenso, que venha a prejudicar as suas atividades cotidianas.
Como é possível tratar a depressão profunda?

Para tratar a depressão é preciso que se encontre um tratamento eficaz, mas que acima de tudo atenda as demandas individuais da pessoa de maneira que consiga reparar os danos causados nas áreas físicas, psicológicas e sociais daquela pessoa.
A depressão profunda como vimos é o ponto mais alto na intensidade dos sintomas, para tal é preciso que o tratamento concilie o uso de medicamentos com psicoterapia.
Os medicamentos servem para amenizar ou cessar alguns sintomas bem como estimular o cérebro a produzir hormônios associados à felicidade, proatividade e lazer.
Há um período de adaptação aos medicamentos e pode haver trocas durante o tratamento, mas, o ideal é ir sempre conversando com o psiquiatra para que seja decidido os melhores rumos.
Já a psicoterapia vem para resolver os problemas psicológicos dos pacientes, assim como, os aspectos emocionais da doença. É durante a terapia que o paciente será auxiliado a encontrar estratégias para resolver problemas atuais, que estejam prejudicando a sua vida, assim como entender o que levou a desenvolver a depressão e ajudar a entender melhor a si mesmo, através do autoconhecimento.
Também é indicado a busca por práticas naturais que estimulam o cérebro a tomar uma postura mais ativa e estimular a prática diária. Esses métodos são: manter uma alimentação mais saudável e balanceada, articulando com a prática de exercícios regulares e lazer.
Portanto, o tratamento existe e deve ser seguido para que bons resultados sejam alcançados, uma vez que a depressão não tem cura, mas sim tratamento, nesse caso deve ser concentrado todos os esforços em um bom tratamento, para que possa ocorrer a remissão dos sinais e sintomas.
A vida após o tratamento
A vida após o tratamento da depressão profunda é um capítulo de renascimento, reconstrução e redescoberta. Ao superar os desafios debilitantes da depressão, os indivíduos muitas vezes emergem com uma perspectiva transformada e uma apreciação renovada pela vida. O processo de recuperação é único para cada pessoa, mas geralmente envolve uma combinação de intervenções terapêuticas, apoio social, medicamentos e mudanças no estilo de vida.
Uma das mudanças mais notáveis após o tratamento é a recuperação da energia vital. A depressão muitas vezes suga a vitalidade e a motivação, mas a superação desse estado permite que as pessoas redescubram a alegria de viver. Tarefas diárias que antes pareciam esmagadoras tornam-se mais gerenciáveis, e atividades que antes eram negligenciadas podem ser retomadas com entusiasmo renovado.

A conexão social desempenha um papel crucial na recuperação. O suporte de amigos, familiares e grupos de apoio pode ser fundamental para a manutenção da estabilidade emocional. Relações mais saudáveis, construídas sobre a comunicação aberta e o entendimento mútuo, frequentemente surgem após o tratamento, proporcionando uma rede de apoio emocional vital.
No entanto, é importante notar que a vida pós-tratamento não é isenta de desafios. A manutenção da saúde mental exige esforço contínuo. Estratégias de enfrentamento aprendidas durante o tratamento, como técnicas de relaxamento, exercícios regulares e práticas de mindfulness, podem ser cruciais para prevenir recaídas.
Estigma e Conscientização
O estigma ligado à depressão profunda impõe uma barreira à busca por tratamento, gerando medo de julgamentos e perpetuando o silêncio em torno da condição. Esse estigma, baseado em equívocos e preconceitos, contribui para a resistência em procurar ajuda, prolongando o sofrimento. A conscientização desempenha um papel vital na redução do estigma, desafiando ideias preconcebidas e promovendo um ambiente mais compreensivo e solidário. A educação pública sobre a depressão, suas causas e tratamentos eficazes é fundamental para desmistificar a condição, destacando a importância de uma abordagem compassiva à saúde mental. Em resumo, a conscientização é um antídoto essencial para quebrar o ciclo prejudicial do estigma, permitindo uma busca mais acessível e encorajadora por tratamento.
Depressão tem cura quando tratada corretamente
Afirmar com toda a certeza que a depressão tem cura, seria tentar lhe enganar, pois como eu disse anteriormente é um processo diferente da cura.
Não quer dizer que não haja solução, contudo não é eterna, mas simula os mesmos resultados de uma cura.
Porém, isso não ocorre da noite para o dia. É um processo lento que segue o ritmo que cada pessoa possui durante o tratamento, contudo, com ajuda da terapia e dos exercícios mentais e físicos a pessoa passa a se sentir mais disposta e preparada para prosseguir no tratamento.
Nesse sentido, a psicoterapia conscientiza o paciente sobre suas forças e fraquezas, promovendo autoconhecimento e autonomia para resolver conflitos emocionais e de autoestima. Já os medicamentos são indispensáveis na depressão profunda, pois estabilizam o humor e reduzem sintomas, permitindo que o indivíduo consiga participar das terapias e exercícios.
Dessa forma, é possível chegar à “cura” para a depressão!
O problema da depressão no Brasil
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da saúde (OPAS) o número estimado de pessoas com esses transtornos já somam mais de 300 milhões de pessoas, sendo também a maior causa de incapacidade no mundo.

No Brasil, segundo os dados da OMS 5,8% da população possui o transtorno e durante a pandemia de covid-19 tantos os casos de ansiedade quanto de depressão aumentaram drasticamente no país.
Esses dados refletem a falta de cuidados na área de saúde mental tanto da falta de investimentos significativos do poder público, quanto da falta de interesse de parte da população em achar que isso pode ser besteira. Ou ainda ter preconceito com as chamadas doenças mentais e achar que ser atendido por um psicólogo ou psiquiatra é sinônimo de loucura.
É importante aproveitar o momento e especificar que a depressão é diferente da tristeza. A tristeza é uma emoção que manifestamos geralmente em relação a um evento ruim e permanecemos nesse estado por pouco tempo.
Primordialmente, a doença distorce a realidade do indivíduo, filtrando qualquer experiência através de um viés pessimista. Nesse sentido, o que diferencia a depressão clínica é a natureza crônica e debilitante do sofrimento. Ademais, a classificação por níveis de gravidade permite que a medicina direcione o tratamento com a urgência necessária. Portanto, focar no estado profundo é essencial para compreender os riscos críticos que envolvem a vida do paciente.
Quando a internação é necessária?
Quando o paciente ameaça a sua própria vida ou a vida de outras se configura como um caso de emergência psiquiátrica, assim necessitando que a pessoa seja hospitalizada por um tempo.
Nesse aspecto as pessoas portadoras de depressão profunda podem ter forte ideação suicida. Por isso, em casos testemunhados ou verificado a possibilidade real, é recomendado que sejam encaminhados aos serviços médicos.
Em casos de necessidade pode-se ligar ao serviço do SAMU (Serviço de atendimento médico de urgência) ou ao serviço do corpo de bombeiros.
De início, sinais como lesões autoprovocadas e falas sobre morte indicam uma urgência que precede o ato final. Nesse sentido, o risco iminente justifica a necessidade de um ambiente hospitalar protegido. Ademais, em estados de depressão severa, o indivíduo perde a capacidade de zelar pela própria vida. Por conseguinte, a internação oferece o monitoramento constante e a intervenção intensiva necessários para reverter esse cenário crítico.
Primordialmente, a prioridade clínica é restaurar o equilíbrio psíquico imediato do paciente em crise. Nesse sentido, a integração de diferentes terapias em um mesmo ambiente acelera a resposta ao tratamento. Ademais, essa abordagem multimodal permite investigar as causas profundas e as necessidades específicas de cada pessoa. Portanto, ao focar no bem-estar global e não apenas nos sintomas, as chances de uma recuperação sólida e duradoura aumentam significativamente.
Qual é o papel da clínica de reabilitação do tratamento da depressão profunda?
A clínica de reabilitação primeiramente pode ser um dos locais para onde a pessoa é encaminhada por motivo de uma emergência psiquiátrica.
O objetivo da clínica para tratamento de depressão é oferecer todo o suporte que a pessoa que sofre de depressão profunda merece e deve ter. Assim, a clínica atuaria de modo a oferecer os tratamentos indicados para o tipo de situação.

Como encontrar uma clínica para tratamento de depressão profunda?
Nós da clínica Grupo Recanto fornecemos o suporte total para o tratamento da depressão profunda. Temos clínicas localizadas nos estados de Sergipe e Pernambuco, possuindo atendimento médico especializado 24h disponíveis.
Aqui você encontrará uma equipe capacitada e disposta para atender as necessidades do paciente, nossa equipe é composta por: Médicos, psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos e diversos outros profissionais.
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Conclusão
A depressão profunda só tem crescido em função da desinformação e, por isso, pode ser um perigo tão grande para o paciente e para a família.
Portanto, os sinais da depressão não devem ser ignorados e os tratamentos buscados, ainda mais em casos de depressão profunda, onde a própria vida do paciente está em risco, é necessária uma ação rápida e para isso as clínicas de reabilitação e o Grupo Recanto estão aqui.
Quanto mais você tiver conhecimento sobre o tema, mais fácil auxiliar alguém nessa condição, para que ele não encontre o mesmo fim que outros tantos por aí.
Em vez de encontrar a morte ou a incapacidade, encontrará auxílio e proteção.
Agradeço por sua companhia até aqui, continue lendo nosso blog, até a próxima!













