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Transtornos mentais Graves: Quando o cuidado domiciliar não é mais suficiente

Inicialmente, o cuidado domiciliar é uma estratégia frequentemente adotada por famílias e profissionais da saúde mental para lidar com transtornos mentais. Ele pode oferecer acolhimento, segurança e um ambiente menos institucionalizado para o tratamento. 

No entanto, em casos de transtornos mentais graves, essa abordagem pode deixar de ser eficaz — e até colocar o paciente e seus familiares em risco.

Neste artigo, vamos compreender o que são transtornos mentais graves, por que o cuidado domiciliar pode se tornar insuficiente. Ademais, quando é necessário buscar recursos mais estruturados, como a internação psiquiátrica ou comunidades terapêuticas. 

Também exploraremos os impactos na família, alternativas terapêuticas disponíveis e orientações práticas.

O que são Transtornos Mentais Graves?

Em primeiro lugar, transtornos mentais graves (TMGs) referem-se a condições psiquiátricas caracterizadas por sintomas intensos, persistentes e que afetam profundamente a funcionalidade da pessoa. Alguns exemplos incluem:

  • Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos
  • Transtorno bipolar tipo I
  • Transtornos de personalidade graves (ex: borderline) com risco de suicídio ou autoagressão
  • Transtornos depressivos resistentes com risco de vida
  • Demências em estágios avançados
  • Transtornos relacionados ao uso de substâncias com quadro psicótico associado

Visto isso, essas condições comprometem significativamente a capacidade da pessoa de cuidar de si mesma, manter relacionamentos ou seguir rotinas básicas. Muitas vezes, requerem acompanhamento intensivo e multidisciplinar.

A Importância do Diagnóstico Precoce

Logo, a identificação precoce dos sinais de agravamento de um transtorno mental pode evitar situações críticas. Muitas vezes, os sintomas vão se agravando lentamente, e os familiares normalizam comportamentos que, na verdade, indicam risco. Dentre os sinais de alerta, destacam-se:

  • Isolamento social progressivo
  • Falas desconexas ou delírios sutis
  • Mudanças bruscas de humor
  • Negligência com a própria saúde

Visto isso, é ideal buscar ajuda logo nos primeiros sinais, podendo evitar hospitalizações prolongadas e garantir melhores resultados terapêuticos.

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O Limite do Cuidado Domiciliar

Nesse sentido, o cuidado domiciliar tem seu valor e, quando bem estruturado, pode promover autonomia e qualidade de vida. Porém, há limites. Veja abaixo alguns sinais de que o cuidado domiciliar pode estar se tornando insuficiente:

1. Risco à integridade física ou mental

  • Tentativas de suicídio
  • Automutilações frequentes
  • Agressividade grave contra familiares ou terceiros

2. Desorganização comportamental

  • Fugas constantes
  • Incapacidade de cumprir rotinas mínimas (como higiene)
  • Comportamentos psicóticos não controlados por medicação

3. Exaustão da rede de apoio

  • Familiares em colapso emocional
  • Violência doméstica como resposta ao transtorno
  • Desistência dos cuidadores

4. Falta de adesão ao tratamento

  • Recusa persistente à medicação
  • Fuga de consultas médicas ou terapias
  • Uso abusivo de substâncias que agravam o quadro

Nessas situações, a permanência em casa pode representar mais prejuízo do que benefício.

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Quando procurar ajuda externa?

Nesse contexto, a decisão de buscar ajuda externa — como uma internação psiquiátrica ou a ida para uma comunidade terapêutica — deve ser tomada com base em críterios técnicos, éticos e humanos. Abaixo, destacamos os principais momentos:

  • Emergência psiquiátrica: surtos psicóticos, risco de suicídio ou comportamento agressivo.
  • Falta de estrutura para continuar o cuidado em casa: física, emocional ou financeira.
  • Tratamento ambulatorial ineficaz: ausência de progresso após diversas intervenções.

Nessas circunstâncias, procurar uma instituição especializada pode ser um passo necessário e não significa abandono.

O Papel da Psicoterapia no Manejo de Casos Graves

Visto isso, mesmo quando há necessidade de internação ou acolhimento em serviços intensivos, a psicoterapia continua sendo um recurso essencial. Por exemplo, modalidades como:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
  • Terapia Comportamental Dialética (DBT)
  • Psicoterapia Psicodinâmica

Nesse sentido, podem auxiliar o paciente na compreensão de seus sintomas, no desenvolvimento de habilidades emocionais e na reintegração social.

Logo, a terapia também beneficia os familiares, com sessões de orientação ou acompanhamento psicológico para cuidadores.

O Papel das Comunidades Terapêuticas na Recuperação

Nesse sentido, as comunidades terapêuticas surgem como uma alternativa para pessoas com dependência química associada a transtornos mentais. Por exemplo, seu diferencial está na proposta de:

  • Promover uma rotina estruturada e livre de substâncias
  • Estimular a espiritualidade, a reflexão e o senso de comunidade
  • Reforçar a autodisciplina e a responsabilidade

Contudo, é importante que a comunidade escolhida esteja regularizada, com equipe técnica qualificada e respeite os direitos humanos. Visto isso, o Ministério da Cidadania oferece um cadastro nacional de instituições certificadas.

O Valor dos Grupos de Apoio e da Rede Comunitária

Sob essa ótica, famílias e pacientes encontram nos grupos de apoio uma fonte rica de acolhimento e troca de experiências. Grupos como:

  • Alcoólicos Anônimos (AA)
  • Narcóticos Anônimos (NA)
  • Grupos de apoio para familiares (como Amor-Exigente)

Visto isso, fornecem não apenas suporte emocional, mas também estratégias práticas para lidar com o cotidiano. Além disso, igrejas, centros comunitários, e instituições filantrópicas podem ser recursos valiosos para reinserção social e apoio às famílias.

Tecnologia a Favor do Cuidado Mental

Nesse contexto, aplicativos de monitoramento de humor, lembretes de medicação e plataformas de telemedicina também têm se mostrado aliados importantes na continuidade do cuidado. Visto isso, as ferramentas digitais podem:

  • Facilitar o acesso a terapias online
  • Promover o autocuidado com práticas de mindfulness e respiração
  • Permitir que cuidadores monitorem sinais de crise

Quando bem utilizadas, essas tecnologias aumentam o engajamento ao tratamento e oferecem maior autonomia ao paciente.

Como Conversar com um Familiar que Resiste à Ajuda

Nesse contexto, nem sempre é fácil abordar o tema da internação ou da mudança de tratamento com quem está em sofrimento psíquico. Isso porque muitos pacientes têm medo, vergonha ou desconfiança. Logo, aqui vão algumas estratégias:

  • Escolha um momento calmo para conversar
  • Fale com empatia, evitando julgamentos
  • Explique que pedir ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza
  • Ofereça apoio prático (acompanhar em consultas, por exemplo)
  • Use exemplos positivos de recuperação

Por isso, se a resistência for intensa, pode ser necessário recorrer a uma avaliação psiquiátrica emergencial, com possibilidade de internação involuntária respaldada por lei.

A Família e o Peso do Cuidado

Nesse sentido, cuidar de uma pessoa com transtorno mental grave não é tarefa simples. Isso exige preparo emocional, conhecimento técnico e uma rede de apoio que, muitas vezes, não está disponível

Logo, quando o cuidado recai apenas sobre um ou dois familiares, o risco de adoecimento emocional da família é elevado.

Segundo o Livro “Dependência Química: Prevenção, Tratamento e Políticas Públicas”, a sobrecarga dos cuidadores é um dos principais fatores que levam à descontinuidade do tratamento e recaídas do paciente.

Importante: A culpa não deve recair sobre a família quando o cuidado em casa falha. Muitas vezes, o melhor cuidado é delegar o cuidado — com o apoio de profissionais especializados.

Educação Familiar: Um Pilar do Tratamento

A falta de conhecimento sobre o transtorno mental costuma gerar medo, preconceito e atitudes que, mesmo bem-intencionadas, acabam dificultando a recuperação. A psicoeducação da família pode incluir:

  • Compreensão dos sintomas e dos ciclos da doença
  • Identificação precoce de sinais de recaída
  • Treinamento em comunicação assertiva
  • Técnicas para lidar com momentos de crise

CAPS e clínicas especializadas frequentemente oferecem oficinas ou grupos de orientação familiar. Participar desses espaços pode transformar a forma como o cuidado é conduzido em casa.

Cuidados com o Cuidador: Prevenindo o Adoecimento

Nesse contexto, muitas vezes, quem cuida também adoece. Depressão, ansiedade, insônia e esgotamento físico são comuns entre cuidadores de pessoas com TMGs. Por isso, é fundamental que esse papel seja compartilhado e que o cuidador receba apoio. Algumas dicas:

  • Estabeleça uma rede de apoio (familiares, amigos, profissionais)
  • Respeite seus próprios limites
  • Procure terapia ou grupos de apoio para cuidadores
  • Reserve momentos semanais de autocuidado

Lembre-se: cuidar de si mesmo também é cuidar do outro.

Caminhos para a Reinserção Social

Logo, o cuidado em saúde mental não termina com a alta. Por isso, reinserir-se na sociedade exige preparação e apoio contínuo. Algumas estratégias eficazes incluem:

  • Programas de geração de renda (ex: cooperativas terapêuticas)
  • Educação para adultos com dificuldades escolares
  • Projetos culturais e artísticos
  • Voluntariado supervisionado

Nesse contexto, essas ações restauram o sentimento de utilidade, pertencimento e ampliam as perspectivas de vida para quem passou por um episódio de crise.

Conclusão

Por fim, reconhecer que o cuidado domiciliar não é mais suficiente não é fracassar — é cuidar com consciência. Por exemplo, os transtornos mentais graves exigem ações firmes, técnicas e humanizadas. Nesse sentido, as famílias precisam de apoio, orientação e liberdade para buscar os melhores recursos disponíveis.

Dessa forma, transtornos mentais graves não definem o valor ou o destino de ninguém. Por isso, com tratamento adequado, rede de apoio e informação de qualidade, é possível viver com dignidade, mesmo diante das adversidades.

Tendo isso em vista, o cuidado em saúde mental é uma jornada. E, em alguns momentos, saber quando mudar a estratégia — inclusive saindo do cuidado domiciliar — é sinal de amor e lucidez.

Visto isso, saiba que a internação não é o fim — é o início de uma nova etapa de cuidado.

Por isso, se você chegou até aqui, é porque se importa. E essa é a base de toda transformação.

Fale com nossa equipe

Logo, se você convive com alguém que enfrenta um transtorno mental grave e sente que o cuidado domiciliar já não é suficiente, não hesite:

Procure um CAPS na sua região
Agende uma avaliação com um profissional de saúde mental
Considere opções de internação ética e segura
Informe-se. Compartilhe. Cuide.

Aqui, no Grupo Recanto, oferecemos acolhimento especializado para casos complexos, com respeito, empatia e compromisso com a saúde mental. Conheça mais em:www.gruporecanto.com.br/blog

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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