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Dependência Emocional: Saiba o que é e como tratar esse transtorno!

Criamos laços afetivos profundos com aqueles que nos cercam, o que facilita enfrentar as dificuldades da vida enquanto compartilhamos conhecimentos e experiências. 

No entanto, o excesso de cuidado e a necessidade do outro para tomar decisões importantes podem indicar dependência emocional. Essa dependência está relacionada à extrema necessidade de se sentir feliz em uma relação, seja com um familiar, amigo ou cônjuge, levando a pessoa a depender emocionalmente do outro. 

Pessoas com dependência emocional frequentemente se sentem insatisfeitas consigo mesmas e têm problemas de autoestima. Como suas vidas estão envolvidas em sentimentos e emoções excessivas, isso se torna doentio, fazendo com que a pessoa se torne controladora, possessiva e ciumenta. 

Essa necessidade de controle e segurança revela uma falta de confiança em si mesma, levando a pessoa a buscar no outro a segurança que não encontra em si. Como essa questão afeta o convívio e desgasta relações sociais, é importante prestar atenção aos sinais e compreender a origem dessa dependência.

O que é dependência emocional ? 

Também nomeada de codependência, a dependência emocional se refere a uma condição psicológica e emocional em que a pessoa possui uma intensa necessidade de apego em relação a outra pessoa. 

Esse sentimento de apego excessivo ao outro, seja em relacionamentos amorosos, na família ou entre amigos, acaba gerando um intenso sofrimento.

A pessoa dependente emocionalmente se sente com uma intensa insatisfação devido a carência e apego excessivo que sente, pois, como é considerada algo doentio, o indivíduo nunca fica satisfeito. 

Quem a possui precisa constantemente da aprovação de outras pessoas e tem problemas para tomar suas próprias decisões. 

Essa dependência é mais presente quando há uma dinâmica doentia, envolta em possessividade e ciúmes, entre duas pessoas. 

O dependente quer ser o centro do mundo do outro, sufocando-o com suas demandas e necessidades. 

As partes envolvidas deixam de querer ficar juntas por prazer e sentem-se obrigadas a permanecerem no relacionamento. 

A Associação de Saúde Mental da América descreve a dependência emocional como “uma condição emocional e comportamental que compromete a capacidade de uma pessoa de manter um relacionamento saudável e satisfatório de forma mútua”.

O que causa a dependência emocional?

O que causa a dependência emocional ? 

Decerto, a dependência emocional origina-se do medo patológico da rejeição, do erro e da solidão persistente. Inquestionavelmente, a psicologia associa esse comportamento a dinâmicas infantis com pais narcisistas ou deprimidos, que geram na criança uma necessidade disfuncional de aprovação. Ademais, esse cenário molda indivíduos que buscam oferecer um senso de propósito aos cuidadores, sacrificando a própria autonomia em favor de vínculos simbióticos. Assim, compreender essas raízes precoces é o passo fundamental para desconstruir padrões de apego inseguro e promover o desenvolvimento de uma identidade independente e saudável.

Dado certo momento, a pessoa afetada perde a capacidade de agir, tomar decisões  sozinha e de assumir responsabilidade por suas ações. Logo, ao ser emocionalmente dependente, a autoestima depende somente da opinião ou reconhecimento de terceiros.

Visto isso, as bases dos nossos alicerces emocionais estão cravadas na nossa infância. Ou seja, o modo como vamos encarar as relações sociais e amorosas na vida adulta é, em grande parte, reflexo das experiências que tivemos nos primeiros anos de vida. 

Um exemplo é vivenciar uma infância superprotegida ou consequência de alguma situação traumática mais específica.

Primordialmente, a carência afetiva infantil projeta-se na maturidade como uma busca incessante por validação externa para reconhecer as próprias virtudes. Não obstante, a dependência emocional não é classificada como um transtorno mental isolado, atuando frequentemente como um sintoma associado. Subsequentemente, pacientes com depressão ou ansiedade tendem a manifestar essa necessidade afetiva exacerbada como mecanismo de enfrentamento. Portanto, o tratamento integrativo deve abordar a vulnerabilidade emocional para fortalecer a autonomia psíquica e estabilizar as comorbidades existentes.

Como saber se tenho dependência emocional?

Como saber se tenho dependência emocional? Veja os sintomas 

A pessoa dependente costuma ter baixa autoestima e pouco apreço por si mesma. Ela corre atrás de outros indivíduos para preencher o vazio emocional dentro dela. 

O outro assume a responsabilidade de completá-la e, quando isso não acontece, ela faz uso da persuasão para convencê-lo a ficar ao seu lado.

Os principais sintomas da dependência emocional podem ser observados em padrões de comportamento que se repetem, nos mais diversos tipos de relação.

Ansiedade e angústia em estar só

A ansiedade e a angústia em estar só são sintomas claros de dependência emocional. 

É um sentimento de apreensão exagerada em relação ao futuro e um sofrimento presente, caracterizado por mudança de humor, perda de paz interior, dor, insegurança, culpa, mal-estar e tristeza quando está sozinha.

Dificuldade em tomar decisões no dia-a-dia

A falta de autonomia para tomar decisões no dia-a-dia, com medo de julgamentos de terceiros, é um sintoma de dependência emocional. 

A pessoa dependente baseia suas decisões ou as relaciona ao outro, atrapalhando suas atividades diárias.

Desejo de cumprir as expectativas alheias

O desejo de cumprir as expectativas alheias, resultando na perda de originalidade e personalidade, é um sintoma de dependência emocional. 

A pessoa vive para atender às expectativas dos outros, perdendo sua própria identidade.

Medo do abandono

O medo do abandono é um sintoma de dependência emocional, onde a pessoa sente um intenso medo de ser abandonada e de ficar sozinha. 

Esse medo modifica seus sentimentos e emoções, tornando-os mais intensos e gerando sofrimento emocional.

Dificuldade em impor limites

A dificuldade em impor limites para agradar ou ser aceita pelo outro também é um sintoma. A pessoa dependente emocionalmente passa por cima dos seus próprios limites e tem dificuldade em dizer “não”.

Baixa autoestima

A baixa autoestima é mais um sintoma, ligada à falta de confiança em si mesmo e à busca constante pela aceitação do outro. 

O indivíduo possui um vazio emocional que nunca é preenchido, gerando sentimentos de culpa e auto valorização do outro.

Excesso de insegurança

O excesso de insegurança é outro sintoma. A pessoa acredita que ficará sozinha se não fizer de tudo pela pessoa amada, não tem confiança em sua capacidade de ser interessante e se anula para deixar o outro feliz a qualquer custo.

 Suas relações são marcadas por possessividade, sentimentos de rejeição e a idealização de um relacionamento perfeito.

Como se livrar da dependência emocional: entenda 

Como se livrar da dependência emocional: entenda 

Pessoas com dependência emocional buscam constantemente satisfazer suas necessidades emocionais no outro, mas raramente conseguem. 

A procura por segurança e amor se torna eterna, pois ninguém pode preencher o vazio que sente. Apesar disso, acreditam que é impossível viver sem estar acompanhado. 

Para superar esse sentimento, é essencial investigar as origens do apego extremo e reconhecer que a dependência emocional é um problema a ser enfrentado.

Abordar o tema com empatia é muito importante, pois quem vive com dependência emocional sente que não pode viver sem o outro. 

Enfrentar lembranças e medos desconfortáveis é um passo importante e processo longo, que exige introspecção e construção do amor-próprio, superando limitações emocionais. 

Quebrar o elo com a dependência significa encontrar a liberdade pela primeira vez, o que pode ser intimidador para quem nunca viveu sem amarras.

Procurar ajuda de um profissional de saúde mental, como um psiquiatra ou psicólogo, pode auxiliar na melhora emocional, ajudando a pessoa a entender porque coloca os outros em um pedestal e se esquece de si mesma.

Terapia 

Terapia 

O acompanhamento psicológico é fundamental para elevar a autoestima de pessoas com dependência emocional e ajudá-las a desapegar de traumas e lembranças prejudiciais. 

A terapia é um dos tratamentos mais indicados para enfrentar dificuldades nas relações interpessoais. 

O terapeuta auxilia o paciente a identificar as causas de sua dependência emocional, compreendendo padrões de pensamentos e comportamentos que dificultam suas relações.

Independentemente do nível de adoecimento psíquico, a terapia proporciona o desenvolvimento de novas estratégias para lidar com emoções e sentimentos que causam prejuízos e desestabilizam. 

Na terapia, a pessoa desenvolve habilidades para manter relacionamentos saudáveis, enfrentando o medo de rejeição e de tomar decisões erradas.

Embora muitos subestimem a gravidade da dependência emocional e a necessidade de acompanhamento psicológico, é essencial que ela seja avaliada e tratada, assim como qualquer outro adoecimento psíquico, para que o indivíduo construa relacionamentos saudáveis consigo mesmo e com os outros.

Saiba como o Grupo recesso atua no tratamento da dependência emocional 

Saiba como o Grupo recanto atua no tratamento da dependência emocional 

O Grupo Recanto pode ajudar você no processo de libertação da dependência emocional. Esse processo envolve a superação de medos e inseguranças, tornando essencial o direcionamento de um psicólogo.

Com 14 anos de experiência, o Grupo Recanto oferece tratamentos qualificados e diferenciados, contando com uma equipe multiprofissional e capacitada para atender às demandas e desafios do tratamento da dependência emocional.

Utilizamos um tripé de tratamento que adota uma abordagem humanizada e individual para cada paciente. Nossos três pilares terapêuticos principais são:

Essa abordagem permite um tratamento completo e personalizado, visando a recuperação e o bem-estar emocional do paciente.

Conclusão 

Indiscutivelmente, a dependência emocional gera um ciclo nocivo que sobrecarrega tanto o indivíduo dependente quanto o provedor da atenção constante. Sobretudo, essa dinâmica desgasta os vínculos afetivos e compromete a saúde mental de ambas as partes envolvidas. Paralelamente, a reestruturação cognitiva e emocional exige esforço contínuo para restaurar a autoestima e o amor-próprio fragmentados. Desse modo, buscar autonomia psíquica é vital para interromper o padrão de exigências tóxicas e construir relacionamentos genuinamente saudáveis.

Encarar a dependência emocional e suas dores com o apoio de um profissional preparado ajudará a desenvolver habilidades e condições para uma vida melhor e mais segura.

Embora possam surgir feridas emocionais e situações de instabilidade, esse processo permitirá, aos poucos, trilhar um caminho mais autossuficiente. A mudança começa com pequenos ajustes nos comportamentos e posturas, e é um processo lento que geralmente requer acompanhamento por um psicólogo especializado em desenvolvimento pessoal.

Certamente, superar a dependência emocional é um processo gradual que viabiliza um recomeço saudável e autônomo. Invariavelmente, a base da recuperação reside em desenvolver a capacidade de estar bem consigo mesmo, reconhecendo a própria autossuficiência. Efetivamente, o suporte profissional especializado oferece as ferramentas necessárias para atravessar essa transição com segurança. Logo, buscar auxílio humano e técnico permite transformar a vulnerabilidade em um novo início pautado pelo amor-próprio e equilíbrio emocional.

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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