Afinal, a família pode ajudar no tratamento do Dependente Químico?

Data de publicação: 30/11/2017 Afinal, a família pode ajudar no tratamento do Dependente Químico?

Não é exagero dizer que a dependência é uma doença de família, já que basta uma pessoa nessa condição para afetar uma casa inteira.

Existe, inclusive, literatura sobre históricos familiares nesse sentido, muitas vezes chegando a identificar similaridades, seja na reação ou na forma de lidar com o problema. Ainda que cada família tenha suas particularidades – e que elas devam ser levadas em conta.

 

Como a família influencia no tratamento da Dependência Química?

Pode-se dizer que há um padrão no pico da dependência: a família cede e resiste até o limite. Eles ainda acreditam que podem reverter a situação sozinhos ou entram em negação. Mas isso dura pouco. O dependente sucumbe e a frustração passa a tomar conta da família também. E tudo, então, é “contaminado”: relacionamentos, dinheiro e, claro, a saúde.

Esse ciclo vicioso pode ser quebrado com cada membro assumindo um papel na recuperação do dependente, tirando dele o foco (e o peso).

É imprescindível que a família também participe das reuniões com profissionais de saúde, pois, por mais que familiares possam ter medo dos dependentes ou acobertem suas falhas e acreditem cegamente em suas promessas, cada um tem seu próprio “poder familiar”, por assim dizer.

Portanto, esse apoio é tão essencial quanto a persistência. Verdade seja dita, dependentes são altamente sujeitos a recaídas e muitos passam por tratamento mais de uma vez até recomeçar a vida de fato.

 

Como lidar com o processo de recuperação do Dependente Químico?

O vício é uma doença. É preciso se impor para que tudo seja feito em prol da melhora do Dependente, e não em prol do dependente.

Esse processo continua mesmo depois que as drogas são deixadas de lado: é quando começa a readaptação, com uma nova rotina. E a família praticamente ganha um novo membro.

Alguém que está superando um difícil passado, e que às vezes pode ser imprevisível. A reconstrução de vidas pode ser mais difícil do que o próprio convívio com a dependência.

Trata-se de uma situação extrema, em que os familiares são induzidos à tomada de atitudes precipitadas. Como fazer do dependente um bode expiatório, ou tentar controlar a vida do dependente mesmo que ele, reabilitado, não precise mais.

O que é preciso, sempre, é perdoar e acreditar. De maneira que o dependente possa reconstruir sua vida. E que a família, por sua vez, possa retomá-la.

 

Sobre o autor

Sou filho atencioso, esposo apaixonado, pai dedicado de dois filhos, graduado em marketing e pós graduando em gestão empresarial e em dependência química além de ser um psicanalista em formação e gestor do Grupo Recanto. Mas só por hoje...

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